Vi simpósio da associaçÃo brasileira de história das religiões (abhr) história das religiõES: desafios, problemas e avanços teóricos, metodológicos e historiográficos



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Bolsa: FAPEMIG



Núcleo futuro aberto: a comunidade católica e a questão da criança e adolescente. Leandro Alcasar Rodrigues. Colaboradora: Felicia Oliveira Correia

No final da década de 70, com o início da redemocratização do Estado Brasileiro, e influenciados pelo Concilio Vaticano II, um grupo de pessoas participantes da Comunidade da Lapa, uma comunidade católica de um bairro de periferia na cidade de Ribeirão Preto, decidem montar um Núcleo de atendimento a Criança e Adolescente, denominado de Núcleo Futuro Aberto. Procuraremos pesquisar se o envolvimento dos membros leigos da Comunidade Católica da Lapa em um bairro pobre da periferia de Ribeirão Preto realmente contribuiu para a instalação do Núcleo Futuro Aberto no final da década de 70. E, qual o envolvimento da Igreja local, através do engajamento dos padres belgas, se desempenharam ou não algum trabalho real a favor dos movimentos sociais, e seus anseios por melhores condições de vida. Verificaremos se a Igreja apenas faz uso do discurso, de uma retórica, ou realmente enfrenta este desafio como uma questão de Fé e Ideologia. Nossa pesquisa pretende fazer um estudo de campo na cidade de Ribeirão Preto, mais precisamente no bairro da Lapa, para verificar qual atendimento é oferecido à comunidade naquela época. Esperamos obter dados que possam ajudar no desenvolvimento do projeto e proporcionar uma melhor compreensão da importância ou não da Igreja no desenvolvimento daquela região da cidade. Justificamos também, a necessidade de elaborarmos esse projeto para verificarmos qual o apoio financeiro da Comunidade Católica no Núcleo Futuro Aberto. Pretendemos, portanto, estudar, analisar e entrevistar os participantes do Núcleo Futuro Aberto buscando retratar a realidade lá existente, as dificuldades e os anseios daquele povo.


A COMISSÃO PASTORAL DA TERRA PELA ÓTICA DO OUTRO. Sandra Márcia Tonetto, Ubaldo Silveira – Programa de Pós-graduação em Serviço Social – Serviço Social :Trabalho e Sociedade.

O mundo rural é marcado na história do Brasil por inúmeros movimentos sociais como Palmares, Canudos, Contestado e Movimento dos Sem-Terra. Os conflitos existentes, embora não possuindo o devido espaço no debate historiográfico, denotam a injusta estrutura fundiária do país baseada em latifúndios, somada à expansão do capitalismo no campo e seus desdobramentos. Na década de 1960 a Igreja Católica, que em momentos anteriores apoiou a escravidão e o pacto colonial, passa a preocupar-se com a questão agrária do país, a partir do temor da perda dos camponeses para o comunismo, sendo esta uma postura ainda reacionária. No entanto, em 1975, surge a Comissão Pastoral da Terra (CPT) ligada a Teologia da Libertação, tendo como premissa básica à reforma agrária e tornando-se a voz do trabalhador rural reprimido pelo sistema vigente. Nesse enquadramento histórico, uma parcela progressista da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) posiciona-se a respeito da questão agrária, afirmando que muitos problemas urbanos poderiam ser solucionados a partir de uma redistribuição de terras, ou seja, defendendo a idéia que o rural reflete diretamente no urbano. Em 1979, a CPT inicia suas ações na região de Ribeirão Preto (SP), que tem em sua trajetória a presença da mão-de-obra escrava passando pelo colonato e pelo surgimento do cortador de cana-de-açúcar, bóia-fria, migrante, sem terra. A CEPER (Centro de estudos, pesquisa e extensão rural) objetiva, entre os aspectos que estuda dentro da temática questão agrária, analisar a atuação da CPT em Ribeirão Preto diante das representações sociais construídas pelos trabalhadores rurais frente às suas condições de trabalho, de vida, à reforma agrária e à formação de uma cidadania cultural. A CEPER busca, na presente investigação, analisar a atuação da pastoral pela ótica do próprio homem do campo, fundamentado-se no método dialético e utilizando para isso as narrações orais desses sujeitos e observação participante. Tais visões, vivências e sentimentos diferenciados ao serem apreendidos e explicados são de significativa importância na busca constante da transformação social.



ARCEBISPOS DE MARIANA E A TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO. Fabrício Roberto Costa Oliveira –Extensão Rural- Departamento de Economia Rural.

Este trabalho visa discutir a relação dos arcebispos de Mariana-MG com a Teologia da Libertação na visão de padres e moradores da cidade.

Os arcebispos em questão são D. Oscar e D. Luciano. D. Oscar foi Arcebispo da Arquidiocese de Mariana de 1960-1988 e é tido como conservador e D. Luciano que assumiu a Arquidiocese após D.Oscar é tido como progressista e engajado com a Teologia da Libertação.

Para a problematização desta questão entrevistamos padres e moradores de Mariana. Estas entrevistas foram realizadas por nós e gravadas com a autorização dos entrevistados. Elas visavam uma maior e melhor compreensão de questões referentes à Teologia da Libertação em Mariana. Esta comunicação irá expor a grande diferença que os entrevistados atribuem à atuação de dois arcebispos de Mariana-MG (Dom Oscar e Dom Luciano) em relação à Teologia da Libertação. A diferença entre os arcebispos é relatada pelos atores (padres e moradores) por nós entrevistados para a realização desta comunicação.



Bolsa: CAPES


RELIGIÃO E VISIBILIDADE SOCIAL: teologia da libertação e organização comunitária em Florianópolis. Camilo Buss Araujo, Artur Isaia – Mestrando em História – Programa de Pós-Graduação em História – UFSC.

A criminalidade, a violência e o tráfico de drogas têm ocupado espaço significativo na grande mídia brasileira nos últimos anos. O alto grau de organização demonstrado pelos bandidos deixa atônitos cidadãos comuns provocando medo e insegurança, principalmente nos grandes centros urbanos. A cidade do Rio de Janeiro, exemplo mais gritante da inoperância das políticas de segurança pública, aparece nos telejornais e em publicações como o best seller Abusado, do jornalista Caco Barcellos, os quais retratam o aumento da violência e do poder do narcotráfico alojados nos morros e comunidades empobrecidas cariocas. Verifica-se, pois, que onde há descaso por parte do poder público e ausência de políticas adequadas de inclusão social a violência e a criminalidade se estabelecem. Dessa forma, ao perceber a inserção do narcotráfico nas periferias dos centros urbanos, estigmatiza-se seus demais moradores relacionando-os com a violência e o comércio de entorpecentes. Entretanto, nem todos os moradores de regiões empobrecidas são traficantes ou coadunam com esse tipo de prática. Essas pessoas, contudo, são invisíveis aos meios de comunicação e à população em geral.

Em Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina, verifica-se, apesar das propagandas exaltando sua qualidade de vida, o aumento da violência derivada, principalmente, do tráfico de drogas. Todavia, o presente trabalho se propõe analisar como uma determinada comunidade, a qual luta cotidianamente contra as adversidades materiais e a agressividade do narcotráfico, organiza-se coletivamente tendo como principal suporte a igreja local. Sendo assim, pretende-se investigar, através da análise de jornais, pesquisas na Internet, entrevistas orais, como a população do Mont Serrat – comunidade empobrecida de Florianópolis – articula-se junto com o padre Vilson Groh – católico, ligado à teologia da libertação – na tentativa de se afirmar enquanto sujeito perante o poder público, reivindicando direitos ao invés de esperar uma intervenção caritativa dos órgãos competentes. Portanto, esta comunicação procura analisar a participação de um padre progressista – cujo papel religioso lhe garante certos atributos em seu discurso – na organização coletiva de uma outra parte da periferia, que trabalha, se opõe à violência e busca visibilidade social, comumente negligenciada pelo donos do poder.
AFASTE DE NÓS, ESSE CÁLICE: A EXPULSÃO DO PADRE VITO MIRACAPILLO DO BRASIL ! (1975 –1980). Freitas Silva, Júlio Reinaux – História – CEHILA/FAINTVISA.

O eixo central da pesquisa é a análise do Processo de expulsão de Vito Miracapillo do Brasil. Padre Vito, como era conhecido, é italiano e desembarcou no Brasil em 1975, a convite de Dom Acácio Rodrigues, bispo de Palmares, para assumir a coordenação dos trabalhos pastorais da Diocese. Na década de setenta o país vivia sob uma repressiva ditadura militar e a Igreja Católica em Pernambuco tinha como seu expoente mais expressivo o Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Hélder Câmara, um dos fundadores da CNBB e defensor das idéias traçadas pelo Papa João XXIII, idéias essas, que vieram à tona por intermédio do Concilio Vaticano II e foram referendadas na América Latina por Medellín (1968) e Puebla (1979). Quanto à vasta documentação analisada, foi possível observar que a região da mata sul de Pernambuco transformou-se em campo fértil à esse novo arquétipo de Igreja no Nordeste do Brasil. Em oposição a esse arquétipo, usineiros e proprietários de terras da Paróquia do Ribeirão, uniram-se aos representantes dos Poderes Legislativo e Judiciário, para solicitarem ao Presidente da República a expulsão do referido padre, do Brasil. A conclusão do trabalho nos permite perceber que apesar da morosidade da justiça brasileira, o Processo de expulsão do referido Padre transcorreu de forma sumária, com ampla divulgação na mídia nacional e internacional, o que agravou, naquele período, as relações entre a Igreja e o Estado.


GJT: Juventude, Igreja e Sindicalismo em Ribeirão Preto. Ms. Edmar Roberto Prandini (coord.), Daniela Cristina de Oliveira Prandini, Luciana Stela de Oliveira, Humberto Rodrigues Ramos (colaboradores).

Durante a década de 70, em todo o país, ao massacre e esfacelamento dos grupos cuja opção pela resistência à ditadura militar fazia-se através da luta armada, sucederam-se pequenos movimentos de base vinculados às questões locais, mais especificamente de bairros, bem como inúmeras organizações com origem no campo da pastoral popular, além de outras iniciativas com atuação no âmbito do movimento sindical. Tais movimentos propiciaram o resgate da luta social, tendo papel fundamental no fortalecimento do movimento redemocratizador que envolveu toda a sociedade brasileira nos anos seguintes. Em Ribeirão Preto, a partir do final dos anos 70, alguns jovens atuantes na Pastoral da Juventude, inspirados pelas opções pelos pobres e pelos jovens, declaradas oficialmente pelo episcopado latino-americano em Puebla, em 1979, decidem aproximar-se da recém constituída Pastoral Operária, formando um Grupo de Jovens Trabalhadores, a partir do qual engajam-se na luta sindical e política da cidade e região, participando de movimentos tais como a ANAMPOS, Pró-CUT, CUT, CPT, etc... Nossa pesquisa pretende coletar depoimentos dos principais envolvidos que permitam compreender as motivações que os levaram a empenhar-se na luta social, verificar a avaliação que fazem hoje daquele esforço, ouvindo o seu balanço sobre as resultantes desta participação no desenvolvimento da atual conjuntura brasileira. A metodologia utilizada será a pesquisa participante, por meio de qual pretende-se que o próprio grupo possa construir o balanço de sua atuação, depois de uma primeira fase de coleta e compilação de documentos e depoimentos.


RELIGIÕES, CHOQUE DE CIVILIZAÇÕES, DIREITO INTERNACIONAL E PARADIGMAS DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS. Alexandre Ratner Rochman –Relações Internacionais-Departamento de Educação, Ciências Sociais e Política Internacional (UNESP-Franca), Alberto do Amaral Júnior –Direito- Direito Internacional (USP)



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