Vi simpósio da associaçÃo brasileira de história das religiões (abhr) história das religiõES: desafios, problemas e avanços teóricos, metodológicos e historiográficos



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O presente trabalho visa à análise da influência e do uso das religiões nas Relações Internacionais, ora como fonte ora como justificativa das políticas internacionais contemporâneas. Dentro deste âmbito, observa-se como paradigmas são elaborados, tendo a religião como peça fundamental. Um exemplo recente deste tipo de construção é a proposta do “Choque de Civilizações” de Samuel Huntington, no qual grandes unidades humanas, que superam e trespassam os Estados e se compõem de elementos histórico-cultural-religiosos, tornam-se os principais agentes internacionais. Em paralelo, questões de Direito Internacional emergem frente a tais paradigmas –especialmente quanto às organizações internacionais e à temática dos direitos humanos-, opondo-se ou rearranjando as posturas políticas. O objetivo é demonstrar o grau de determinação da agenda internacional, no escopo político-jurídico, a partir das demandas e contraposições religiosas.



A EVANGELIZAÇÃO NA UNIVERSIDADE

Eduardo Gabriel, Prof. Dr. Paul Freston – Ciências Sociais – Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais.

O presente trabalho visa analisar a prática religiosa desenvolvida no interior do campus universitário, tendo como foco principal a Pastoral Universitária em sua trajetória histórica de engajamento social, político e cultural de orientação teológica cristã para mobilização de universitários. Por meio de uma análise comparativa das práticas religiosas em universidades seculares e também confessionais pretendemos mostrar como a PU dialoga com os outros movimentos religiosos presentes nessas universidades, como por exemplo, a ABUB (protestante), a Frente Universitária Lepanto (católica) e Universidades Renovadas (católica). Considerando que a religiosidade contemporânea tem sido construída a partir de sucessivas tentativas de respostas aos problemas sociais, financeiros e espirituais oriundos da modernidade, essas respostas parecem ser insatisfatórias em alguns casos, o que torna a prática religiosa uma ação de constante busca de novas experiências. Pode-se presumir, a priori, existir no ambiente universitário um tipo de prática religiosa complexa em seu propósito de articulação, cujo intuito tem de ser o de atenuar disparidades sociais, culturais e econômicas da população acadêmica, em especial a dos estudantes, além da necessidade de se levar em consideração o conhecimento científico pautado na razão. Neste sentido, as ações desses movimentos religiosos, particularmente dos universitários que professam sua fé na universidade, são voltadas para o empreendimento na construção da “unidade” (fé cristã) na “diversidade” (diversas origens sociais, várias faculdades do saber, etc.).

Bolsa: FAPESP


O PROTESTANTISMO BRASILEIRO E O GOVERNO MILITAR - O CASO DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL

Silas Luiz de Souza - Pós-Graduação em História Social, USP.

Neste ano que completa 40 anos do golpe militar no Brasil este trabalho procura levantar dados acerca da relação dos protestantes brasileiros com o Estado autoritário durante o período do governo militar no Brasil. Nos interessa perceber que, quando do golpe militar no Brasil, as diversas denominações tiveram que tomar posições mais ou menos claras, mais ou menos incisivas de apoio ou condenação. Nesse escopo a Igreja Presbiteriana do Brasil que, desde as primeiras décadas teve forte liderança entre os protestantes brasileiros, tomou oficialmente posição amplamente favorável ao golpe militar.

A leitura de documentos oficiais da Igreja e de jornais e revistas denominacionais, de onde parte esta pesquisa, deixa claro o apoio, mas mostra também que houve importantes setores que vinham lutando nas décadas anteriores por uma participação mais ativa na transformação da sociedade que recusaram empenhar tal apoio. Esta oposição interna na denominação foi afastada, a fim de manter firme o apoio oficial.

A Igreja Presbiteriana do Brasil podia justificar teologicamente seu apoio aos militares com a própria Bíblia, pois o bom cristão deve obedecer as autoridades. Sendo assim, os cristão que são também bons cidadãos, deveriam empenhar-se de tal modo que muitos pastores e líderes presbiterianos fizeram os cursos da Escola Superior de Guerra e a direção teológica dos Seminários foi entregue a uma Comissão que tinha como presidente um Coronel do Exército brasileiro.

A Igreja Presbiteriana do Brasil apoiou o governo militar mas certamente isto não se fez sem perdas e sem conseqüências sérias para o futuro da Igreja, como o afastamento de questões sociais, debatidas nas décadas anteriores, e perda de parte da liderança intelectual e teológica, afetando os quadros futuros da denominação.



A REPRESENTAÇÃO DO CLERO FRANCANO ATRAVÉS DO JORNAL LOCAL "O AVISO DE FRANCA" DURANTE A REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932. Filipe de Faria Dias Leite, Prof. Dr. Ivan Aparecido Manoel - História - Departamento de História / Faculdade de História, Direito e Serviço Social / Unesp-Franca

A Revolução Constitucionalista de 1932, conseqüência dos descontentamentos das elites dominantes paulistas, gerados desde a entrada de Getulio Vargas no poder, teve entre suas características a aclamação popular. Peculiar foi a atuação do Clero Paulista na cooptação dos revolucionários, em oposição ao Clero Nacional, alinhado ao Governo de Getúlio, contrário ao levante. Nesse processo coube verificar a atuação do Clero em Franca, interior paulista, e também se ele esteve ou não alinhado a sua sede de Bispado, em Ribeirão Preto. O entendimento de tal acontecimento pôde indicar a influência do Clero na população francana durante o período proposto, sobretudo através do jornal católico local "O aviso de Franca". A viabilização do trabalho foi possível através de leituras e fichamento da bibliografia específica sobre o Movimento de 1932 e a Revolução de 1930. Paralelo ao estudo bibliográfico utilizou-se jornais e revistas da época para viabilização da proposta, e a principal fonte utilizada foi o jornal local “O Aviso de Franca”, dirigido ao público Católico. Esse jornal demonstrou o grau de comprometimento do Clero francano com o Movimento Constituinte de 1932. Nesse sentido, o Clero de Franca, atuou de forma semelhante ao Clero Estadual, utilizando sua influência sobre a população na arregimentação de voluntários, abastecimento da retaguarda para os combatentes e, sobretudo, apoio espiritual na frente de batalha junto aos voluntários da cidade. Entretanto, Franca não era sede de Bispado, mas sim subordinada ao Bispo de Ribeirão Preto, D. Alberto Jós Gonçalves. De acordo com a proposta do presente trabalho, verificamos a atuação consistente do Clero de Franca durante o movimento de 1932. Essa preocupação em atuar ao lado de seu povo demonstra o alinhamento do Clero de acordo com a reivindicação de seu público alvo, a população de Franca, exacerbada em 1932 em prol da Constituição. Na proposta da pesquisa, a atuação do Clero francano também seguiu a proposta do Clero Estadual, atendeu seu público alvo, e o Clero local apoiou todo o processo, da arregimentação de soldados ao envio de clérigos à frente de batalha, o que evidencia a integração entre Clero local e povo.

Bolsa: PIBIC/CNPq
O LEGIONÁRIO NASCEU PARA LUTAR!”: ANÁLISE DA ATUAÇÃO DO JORNAL O LEGIONÁRIO NAS DÉCADAS DE 1930-1940. Gizele Zanotto, Artur César Isaia – História – Programa de Pós-Graduação em História da UFSC.

As décadas de 1920 e 1930 foram marcadas pelo impulso a uma reação católica em prol de uma efetiva recatolização da população brasileira. Entre as estratégias formuladas pela Igreja para revigorar o movimento católico destacam-se: os investimentos na criação de grupos de uma elite intelectual combativa para a defesa da posição institucional, a fundação de órgãos de imprensa católicos capazes de defender o projeto de recatolização das instituições e da população e no combate às doutrinas “subversivas”, ou seja, às doutrinas concorrentes ao catolicismo. É neste contexto que o jornal O Legionário, órgão que nos anos 30 foi transformado em porta-voz da Arquidiocese de São Paulo, se consolidou como um baluarte na luta cristã pela reconquista de sua hegemonia doutrinária, política e social. Nossa proposta é analisar a argumentação católica veiculada pelo jornal para refutar as doutrinas em voga no contexto dos anos 30/40 (em especial no período em que o jornal foi liderado pelo leigo Plínio Corrêa de Oliveira 1933-1947), enfatizando seu combate ao liberalismo, nazismo, fascismo, integralismo e comunismo. Nossa metodologia parte da análise do discurso, em especial, da significação atribuída às correntes políticas que prejudicariam a religião católica ou o seu esforço pelo monopólio de influência na ordenação da sociedade. A proposta defendida pelos editores do jornal encaminhava-se para a defesa de um governo forte e repressor, que pudesse coibir as atividades políticas “subversivas”, proposta esta concretizada parcialmente com o Estado Novo de Getúlio Vargas. Um balanço dos artigos publicados no jornal nas décadas em questão, evidenciam que, além de combater as doutrinas concorrentes, o interesse do órgão foi veicular sua proposta de estruturação social, enfatizando que a verdadeira direita, a única grande e efetiva defensora da ordem era a Igreja Católica, portanto, entre as doutrinas existentes, optaram pela solução do catolicismo, de uma nova cristandade, nos moldes da Idade Média, para solucionar os problemas da sociedade brasileira.





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