Vi simpósio da associaçÃo brasileira de história das religiões (abhr) história das religiõES: desafios, problemas e avanços teóricos, metodológicos e historiográficos



Baixar 294.05 Kb.
Página6/15
Encontro29.07.2016
Tamanho294.05 Kb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   15

Bolsa: CAPES



O ESPAÇO SAGRADO EM CAMPO GRANDE: DEVOÇÕES RELIGIOSAS E CRENÇAS MÍSTICAS. Eloíne Marques de Carvalho dos Santos, Maria Augusta de Castilho (orientadora); Ordylette Gomes Penque, Cleonice Alexandre Lê Bourlegat (Co-orientadora) - Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Local – Mestrado Acadêmico – Curso de História.
Esta temática visa resgatar a memória e a imagem do sagrado e do místico da fé católica na cidade de Campo Grande/MS, a partir do mapeamento espacial, da toponímia do lugar e do santuário, possibilitando a reconstrução histórica patrimonial inserida na territorialidade do espaço urbano. A abordagem teórica metodológica toma como referência: a religião, a identidade, o território, destacando o valor simbólico do exercício da fé, com ênfase em autores que analisam as dimensões dos assuntos encetados na pesquisa. As fontes que têm viabilizado a pesquisa são arquivos, jornais, leituras bibliográficas que retomam a categoria do espaço sagrado enquanto possibilidade de interpretação das fontes locais. Optou-se pela adoção do método indutivo tendo como vertente principal à recuperação do patrimônio cultural da religiosidade católica e do místico por meio do estudo in loco de cada paróquia, respectivas capelas e lugares místicos. É importante lembrar que cada vez mais se torna necessária uma contribuição multidisciplinar para a compreensão desse tipo de estudo. A paisagem do sagrado tem uma conexão de ligação com a religião, destacando os lugares sagrados, resgatando seus significados e a capacidade de um culto religioso impor sua marca, à medida que a espiritualidade tem força de impacto na vida das pessoas e do lugar. A organização do sagrado no território de forma endógena constitui-se em uma dinâmica móvel no espaço. A paróquia também é um lugar simbólico, onde o católico desenvolve uma identidade religiosa com o lugar. Até o presente momento foram detectados dois casos de grande devoção popular: o de Geralda, localizado à rua Jorge Ward nº 219, no Bairro Guanandi e o de Carminha de Cássia, localizado à rua Joaquim Nabuco, sem número, centro de Campo Grande, que de certa forma podem ser considerados lugares místicos.

BOLSA: PROSUP / CAPES
A GUERRA DAS MARIAS. Marta Rosa Borin – Curso de História – UNIFRA.

A devoção da oração do Rosário é uma característica da Igreja Católica Apostólica Romana, antes do Concílio Vaticano II, mas retomada com vigor pelo Papa João Paulo II principalmente a partir do ano de 2002, quando instituiu a meditação de mais um mistério da vida de Cristo à essa devoção, além dos três já existentes. João Luiz Pozzobon, um leigo, pai de família, falecido em 1985, Santa Maria/ RS, deu destaque a esta oração a partir de sua devoção familiar, descendente de imigrantes italianos que era da Quarta Colônia de Imigração Italiana do Rio Grande do Sul. O método dialético utilizado, visa a análise crítica da postura da Igreja católica com relação a devoção popular. João Pozzobon, ao retomar rituais religiosos como romarias, procissões e rezas do terço em famílias, ocupou lugar de destaque, na localidade onde vivia, e em seguida, em outros Estados do Brasil, bem como em países latino-americanos. O estudo de sua devoção possibilitou verificar a disputa estabelecida pelo controle da padroeira do Brasil, entre o Rio Grande do Sul e São Paulo. Não podendo fazer de Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças padroeira do Brasil, título que ficou com Nossa Senhora Aparecida, de São Paulo, o Rio Grande do Sul deu guarida a padroeira dos Círculos Operários Católicos do Brasil. Quando João Luiz Pozzobon passou a divulgar a devoção à Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, o episcopado de Santa Maria favoreceu a devoção à Virgem Medianeira, causando celeuma na cidade. João Luiz Pozzobon pertencia ao Movimento Apostólico de Schoenstatt, que havia sofrido a visitação do Santo Ofício na década de 1960.



Bolsa: CAPES


A IGREJA CATÓLICA E O PROCESSO DE OCUPAÇÃO NA FRONTEIRA NOROESTE MATOGROSSENSE: O CASO DE JUINA. Vitale Joanoni Neto., Eduardo Basto de Albuquerque - Pós-Graduação em História – UNESP de Assis.

Analisamos o processo colonizador do Estado de Mato Grosso, com foco privilegiado sobre a região noroeste do Estado, mais exatamente sobre Juina, pólo regional e primeira cidade surgida de um projeto estadual de colonização, e a Igreja Católica, mais especificamente a brasileira, mato-grossense e organizada segundo as influências dos movimentos leigos, tais como a Teologia da Libertação, as Comunidades Eclesiais de Base e a Renovação Carismática Católica, fixando-nos entre as décadas de 1970 e 1990. Visamos os pontos de convergência entre ambos os aspectos por nos auxiliarem na compreensão da sociedade juinense. Não tratamos do aspecto institucional, mas procuramos a visão do colono migrante católico. Isto resume, ou sintetiza nosso objetivo para este trabalho: analisar o uso feito da mensagem da igreja pelo fiel nessa região. Demonstrar que a aceitação ou rejeição desta ou daquela face da Igreja Católica, para além da influência da mídia ou de imposições do clero (ou mesmo institucionais), tem forte relação com as idiossincrasias da vida daqueles colonos que usam a religião como elemento comum, para a reconstrução da sua identidade. Entendemos que se existe uma forte influência dos modelos propostos pelas autocompreensões da Igreja sobre o conjunto dos fiéis católicos, essa influência esbarra, ou mesmo, para nas reinterpretações elaboradas pelos fiéis sobre os discursos da Igreja. Em síntese, entre o ouvido do fiel e a boca da instituição há certamente espaço mais que suficiente para resignificações daquilo que se transmitiu. Assim o foi para com a Teologia da Libertação e a Renovação Carismática Católica. Em Juina encontramos ambos os movimentos. A Teologia da Libertação presente nas Comunidades Eclesiais de Base com uma prática cotidianizadora do rito, e a Renovação Carismática Católica presente nos Grupos de Oração com a prática da ritualização do cotidiano. Ambas reinterpretando a mensagem católica à luz das influências, produtos dos contatos interculturais, do meio físico, e das necessidades existentes, a que estiverem sujeitos.


A COSMOVISÃO DOS PENITENTES PEREGRINOS PÚBLICOS A PARTIR DE TEXTOS RELIGIOSOS. Anna Christina Farias de Carvalho, Andrea Ciacchi - Doutorado em Sociologia/UFPB - Departamento de Letras/UFPB.

Este texto parte das reflexões desenvolvidas acerca das Irmandades de Penitentes no Cariri cearense onde procuramos estudar comunidades em que as dimensões cultural e simbólica, especificamente a religião, ocupam lugar de destaque enquanto produtoras de sentido da existência grupal. Neste artigo analisamos aspectos do imaginário religioso da comunidade de Penitentes Peregrinos Públicos, localizada em Juazeiro do Norte-CE, a partir de dois textos: A Missão Abreviada e a Machadinha de Noé, ambos estruturantes de uma concepção de realidade e padrões de convivência, que são vivenciados cotidianamente pelos Penitentes Peregrinos Públicos, representando sua visão de mundo. Enquanto metodologia de trabalho, procuramos partir da fala dos agentes que participam e integram as Irmandades de Penitentes e, neste sentido, as crenças e práticas são analisadas na perspectiva do método explicativo: procuramos interpretar e captar o significado que os próprios agentes atribuem a sua ação através da oralidade e memória. Registramos em fotografias, fitas cassete e VHS, os depoimentos e rituais que presenciamos. Tendo um caráter etnográfico, nossa pesquisa usou basicamente para coleta de dados a observação participante e a entrevista. Observamos que a construção dessa experiência religiosa une tradições de oralidade e escrita compondo uma estrutura de representações, cujos elementos (gestos, cantos, ritos, discursos, símbolos e mitos) se materializam em práticas e crenças que representam e explicitam um sistema simbólico que ordena e determina as regras de comportamento grupal. No universo estudado, pudemos localizar dois textos que aparecem nas falas dos devotos e que se revelaram enquanto suporte para essa vivência religiosa e com o passar do tempo se tornaram objeto de devoção, como é o caso do sermonário Missão Abreviada.



Bolsa: FUNCAP (Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico)

AS IRMANDADES RELIGIOSAS EM FORTALEZA – UMA ALTERNATIVA DAS CLASSES “POPULARES” AO DISCURSO ROMANIZADOR (1864-1900). CARLOS MOISES SILVA RODRIGUES. OLGA Brites – Mestrado / Historia Social – Programa de História

Na tentativa de controlar as manifestações devocionais no espaço público de Fortaleza as irmandades se transformam no principal alvo da Romanização. Tidas no discurso da Igreja como superadas e atrasadas; vestígios de uma religiosidade colonial “bárbara” e superficial, elas serão abordadas nesta pesquisa como o principal veículo da tradição católica oriunda de toda uma experiência religiosa acumulada historicamente e organizada ao nível da comunidade. Responsáveis não só pela construção e conservação de Templos, Igrejas, Capelas e Cemitérios como também pela elaboração de um movimento amplo de resistência a um tipo de catolicismo imposto hierarquicamente na Província do Ceará no caso em particular na cidade de Fortaleza na Segunda metade do século XIX. Vale ressaltar que a resistência em questão pode ser dada das mais variadas formas e possui maneiras plurais de visibilidade. Em alguns momentos, por exemplo, as Irmandades assumem o discurso “romanizador” porém, mantendo características próprias, efetuando uma releitura da “nova” tradição católica européia sob as luzes de um cristianismo mestiço, luso-afro-brasileiro. Em outros permanecem anos na clandestinidade coordenando ações em prol da defesa de seus patrimônios.

Esta comunicação portanto destina-se a ser um breve ensaio sobre as complexas e contraditórias relações entre os discursos religiosos e as práticas “profanas” em espaços urbanos de uma cidade em “desenvolvimento”, tentando alcançar as relações de poder que permeiam um campo de conflitos envolvendo múltiplos atores e agentes sociais. Não pretendendo dar conta da totalidade das questões que envolvem tão rico estudo, me detenho apenas ao período da Romanização da Igreja diocesana do Ceará analisando as diversas representações de uma realidade social conflituosa.

Bolsa: CNPq
AS IRMANDADES RELIGIOSAS EM FORTALEZA – Uma alternativa das classes “populares” ao discurso romanizador (1864-1900). Carlos Moises Silva Rodrigues. Olga Brites – MESTRADO / HISTORIA SOCIAL – PROGRAMA DE HISTÓRIA

Na tentativa de controlar as manifestações devocionais no espaço público de Fortaleza as irmandades se transformam no principal alvo da Romanização. Tidas no discurso da Igreja como superadas e atrasadas; vestígios de uma religiosidade colonial “bárbara” e superficial, elas serão abordadas nesta pesquisa como o principal veículo da tradição católica oriunda de toda uma experiência religiosa acumulada historicamente e organizada ao nível da comunidade. Responsáveis não só pela construção e conservação de Templos, Igrejas, Capelas e Cemitérios como também pela elaboração de um movimento amplo de resistência a um tipo de catolicismo imposto hierarquicamente na Província do Ceará no caso em particular na cidade de Fortaleza na Segunda metade do século XIX. Vale ressaltar que a resistência em questão pode ser dada das mais variadas formas e possui maneiras plurais de visibilidade. Em alguns momentos, por exemplo, as Irmandades assumem o discurso “romanizador” porém, mantendo características próprias, efetuando uma releitura da “nova” tradição católica européia sob as luzes de um cristianismo mestiço, luso-afro-brasileiro. Em outros permanecem anos na clandestinidade coordenando ações em prol da defesa de seus patrimônios.

Esta comunicação portanto destina-se a ser um breve ensaio sobre as complexas e contraditórias relações entre os discursos religiosos e as práticas “profanas” em espaços urbanos de uma cidade em “desenvolvimento”, tentando alcançar as relações de poder que permeiam um campo de conflitos envolvendo múltiplos atores e agentes sociais. Não pretendendo dar conta da totalidade das questões que envolvem tão rico estudo, me detenho apenas ao período da Romanização da Igreja diocesana do Ceará analisando as diversas representações de uma realidade social conflituosa.

Bolsa: CNPq

ENTRE A CRUZ E O CONFETE: ROMANIZAÇÃO E FESTAS RELIGIOSAS EM SALVADOR (1850-1930). Edilece Souza Couto, Eduardo Basto de Albuquerque, Doutorado em História, Departamento de História da UNESP – Assis.

O presente trabalho visa analisar algumas regras impostas pela Igreja Católica para enquadrar as festas religiosas baianas à ortodoxia; as brechas encontradas pelos organizadores para burlar as normas; e as principais mudanças ocorridas no período de 1850 a 1930. Em Salvador, o culto aos santos sempre foi mesclado de elementos ibéricos, indígenas, africanos e carnavalescos. Realizavam-se procissões nas quais figuravam a cruz, as imagens, as crianças vestidas de anjo e os fiéis paramentados. Havia também desfiles de carros alegóricos, pessoas mascaradas e fantasiadas, batalhas de confete e lança-perfume. Durante o século XIX, os bispos, imbuídos dos ideais da romanização do catolicismo brasileiro, pretendiam controlar as festas organizadas pelos leigos e “purificá-las” das características profanas e de outras crenças. As principais fontes utilizadas na pesquisa foram os relatos dos viajantes do século XIX, crônicas dos participantes das festas e folcloristas, editais das irmandades, cartas pastorais, decretos e leis eclesiásticas, jornais leigos e católicos. A análise da documentação demonstra que as ações do clero não foram suficientes para extinguir ou modificar completamente os festejos. Foram necessárias ações conjuntas da Igreja, do poder público e da elite intelectual para que algumas transformações ocorressem. No entanto, muitos aspectos do catolicismo tradicional permaneceram em função da força do pluralismo religioso vivenciado pela população soteropolitana.


A SECULARIZAÇÃO DOS CEMITÉRIOS EM BELÉM (1877-1891), Érika Amorim da Silva – Estefânia K. Fraga – História – PUC/SP

Durante o século XIX o Brasil passou por diversas mudanças, políticas econômicas e sociais, dentre elas podemos citar a separação do Estado e da Igreja, a instituição do casamento civil, e a secularização dos cemitérios. Os cemitérios, por exemplo, foram secularizados, de fato, por meio do decreto nº 789 de 27 de setembro de 1890. Contudo, antes e depois do referido decreto houve muitas discussões em torno desta questão. Por isso, este trabalho visualizará os conflitos entre a Igreja Católica, o Estado brasileiro, a Maçonaria, a Igreja Metodista, as irmandades e ordens terceiras, em torno do processo de secularização dos cemitérios.

Com esse objetivo foi realizada uma intensa pesquisa na imprensa paraense do final do século XIX, nos relatórios do governo, nas seções da câmara dos deputados. Para se ter uma visão mais ampla desse processo será feito um diálogo com as fontes e uma bibliografia especializada, fazendo a devida contextualização com outras realidades.

Bolsa:CNPq

AS IRMANDADES RELIGIOSAS DE CUIABÁ E A TRANSFERÊNCIA DOS ENTERRAMENTOS DAS IGREJAS PARA OS CEMITÉRIOS – 1850 a 1889 Ms. Maria Aparecida Borges de Barros Rocha - Drª.Maria Adenir Peraro- deptº. De História,ICHS/UFMT

Este artigo tem por objetivo discutir a questão dos cemitérios e da transferência dos enterramentos, assim como outras questões referentes às Irmandades Religiosas de Cuiabá, na segunda metade do século XIX, procurando compreender suas atividades e interações com o cotidiano e imaginário da população local a partir de suas principais atividades. Antes dos cemitérios os enterramentos se efetuavam nas igrejas, o contato com a morte era diário e intenso, principalmente nos momentos de oração ou meditação, pois o interior das igrejas aglutinava vivos e mortos, mantendo-os extremamente próximos, num lugar onde tudo acontecia, onde todos os momentos mais importantes da vida dos fiéis se desenrolavam, desde o batismo até as missas fúnebres. O Regulamento para os Cemitérios Públicos de Cuiabá propõe uma alteração bastante brusca dessa realidade, pois, a partir da transferência dos enterramentos, considera a necessidade de cemitérios fora do perímetro urbano. As discussões em torno dos cemitérios envolvem importantes questões referentes às irmandades religiosas e suas principais atividades voltadas para o enterramento de corpos. O Regulamento parece ter como objetivo reenquadrar o papel até então desempenhado pelas irmandades dentro da sociedade cuiabana. Sugere o Regulamento, que a Igreja estaria buscando reafirmar e manter o seu poder, enquanto procura diminuir, de forma sutil, o poder das irmandades, que representavam associações responsáveis não apenas pela vida terrena de seus congregados mas, principalmente, pelos rituais fúnebres. Os compromissos das irmandades regulamentavam e definiam suas funções voltadas para a garantia de enterros decentes a seus irmãos, assim como de toda sua família. Esses enterros eram obrigatoriamente efetuados em sepulturas no interior das igrejas ou capelas das irmandades, com acompanhamento dos irmãos da confraria. Muitas irmandades proporcionavam luxo nas pompas fúnebres de seus mortos, principalmente as economicamente poderosas. No entanto, vale ressaltar que todas procuravam, nesses momentos, oferecer os melhores serviços. Esse ritual de solidariedade se associava à noção de que a boa morte nunca deveria ser uma morte solitária e desprovida de cerimônia.


A FESTA DO DIVINO ESPIRITO SANTO NA MODERNIDADE CUIABANA: ENTRE TOUREADORES E CAPINHAS Marisa de Oliveira Camargo, Ludmila de Lima Brandão - Mestrado em História UFMT, Mestrado em História e Mestrado em Estudos de Linguagens

Este trabalho apresenta os resultados preliminares da pesquisa de mestrado em andamento, cujo objetivo mais geral é analisar a trajetória das touradas em Cuiabá, assim como aspectos da Festa do Divino Espirito Santo, durante o período republicano, mais especificamente entre 1889-1936. Bastante apreciada pela sociedade cuiabana, durante um largo período de sua existência, as touradas desapareceram por completo do calendário de festas da capital mato-grossense.

Nas primeiras décadas do Séc. XX, práticas, valores e costumes cotidianos, que durante muito tempo foram considerados por todos como aceitáveis, tolerados e até aclamados foram transformados em abomináveis e largamente repudiados na opinião da elite. As touradas foram transformadas em problema para a cidade que clamava pelo progresso e suas medidas de modernização e higienização.

Como se organizava esta festividade no interior da sociedade cuiabana? Como ela deixa de ser parte das festividades que compunham a Festa do Divino e passa a fazer parte da Festa de São Benedito? Porque ela deixa de ser uma atividade socialmente aceita, e mesmo estimulada pelas autoridades locais, civis e religiosas, para ser vista como uma manifestação cultural bárbara e atrasada que deveria ser banida ? Como a tourada passa a ser relembrada e cultuada na memória cuiabana após a sua extinção?

Estas são algumas das questões que estão orientando a elaboração desta Pesquisa, que se insere no âmbito da história das cidades, assim como das religiões e, privilegia como fontes até o momento, os jornais e revistas de época, assim como os relatos de memorialistas e viajantes.




Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   15


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal