Vi simpósio da associaçÃo brasileira de história das religiões (abhr) história das religiõES: desafios, problemas e avanços teóricos, metodológicos e historiográficos



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Bolsa: FAPESP


Mulheres e Religião


O LADO AVESSO DO SUJEITO. Adroaldo José Silva Almeida, Sérgio Figueiredo Ferretti – História – Departamento de Ciências Sociais.

É um ensaio semiológico sobre as mulheres da Igreja Evangélica Brasileira, a partir da interpretação de algumas fotos datadas entre as décadas de 1930-40. A intenção é estudar o indivíduo fora dos sistemas de classificação, possibilitando melhor compreensão das dinâmicas sociais e, ainda, perceber de que modo se constroem ou se impõem as identidades sobre os sujeitos. O ponto de partida é a análise semiológica, não esgotando o tema e oferecendo outras possibilidades de interpretação transdisciplinares.

A intenção é perceber quais papéis estão sendo desempenhados naquela época por aquelas mulheres; que tipo de relação pode ser observada entre elas e seus maridos; que funções desempenhavam na igreja e, sobretudo, que características podem ser ressaltadas entre elas, de modo que se possa perceber diferenças comportamentais entre essas mulheres, ainda que fizessem parte de um mesmo grupo social e religioso. A proposta é uma tentativa de subverter a prática do encaixe do sujeito, a qual acaba limitando o campo de observação do cientista que o estuda, bem como limita o próprio sujeito, como se ele pudesse ser reduzido a uma determinada categoria.

Fundamentei-me, como a ciência assim permite, não em especulações, mas em conjecturas fundadas em estudos sobre gênero e autores que pudessem contribuir na interpretação dos olhares, das feições, dos vestidos, ou seja, de vários elementos que de algum modo falam pelos sujeitos. Desse modo, vislumbra-se a possibilidade de inquietar e suscitar discussões em torno do conceito/categoria “mulher evangélica”, sem a presunção de concluir algo sobre estes sujeitos ora apresentados.



Bolsa: CAPES

IGREJA, MULHER E MODERNIDADE (BELÉM DÉCADA DE 1940). Liliane do Socorro Cavalcante Goudinho, Maria Izilda Santos de Matos -História- Mestrado História Social.

Com a preocupação de estudar o cotidiano feminino e sua relação com a Igreja católica o presente artigo é parte das discussões elaboradas no programa de mestrado e que focalizam dentre outras questões os debates católicos acerca da “modernidade” e “progresso” e as conseqüências de tais mudanças ocorridas na sociedade em virtude de destes adventos focalizando em especial a mulher e seu papel de educadora e também de apostola leiga, em meio a tal embate o discurso da instituição é fortemente influenciado pelo programa internacional da Ação Católica implementado pó Pio XI, tal movimento encontra no contexto especifico do Brasil receptividade e vem a complementar a investida de religiosos como Dom Leme que em virtude da perda de status ocorrido com a separação Estado e Igreja tenta reestruturar a instituição e fortalecê-la politicamente.

No programa da Ação Católica paraense a participação feminina é intensa e os debates acerca do cotidiano, das mudanças ocorridas no espaço urbano e da posição feminina dentro do lar e na sociedade como um todo, eram temas constantemente debatidos.

As fontes utilizadas tratam-se de um jornal católico (A Palavra) e de uma revista oficial da juventude feminina católica do Pará (Quero), através da leitura de tais fontes e do conhecimento de uma bibliografia sobre a Igreja Católica e também sobre mulheres no período foram se delineando questões como a que apresento neste trabalho especifico, que se elabora da seguinte forma: como a Igreja católica na década de 1940 mais especificamente durante a segunda guerra vai discutir a questão da modernidade e do progresso e como este discurso vais se referir à mulher e seu cotidiano urbano.



BOLSA: CNPQ/ PIBIC
HÁTHOR: A DEUSA DE MÚLTIPLAS FORMAS. Poliane Vasconi dos Santos – Ivan Esperança Rocha – Pós-Graduação em História – Departamento de História.

A presente comunicação visa fazer um estudo sobre a deusa egípcia Háthor que recebeu em toda história egípcia grande adoração em todo o país. A origem mitológica da deusa em sua primeira forma foi a de Vaca Celeste, aquela que deu origem e amamentou os deuses, sendo considerada portanto a divina nutriz de deuses e faraós. E por essa sua característica, os mortos também eram colocados sob sua proteção para que pudessem renascer para a vida eterna, recebendo o epíteto de “A senhora dos Ocidentais”, aquela que os ajuda a fazer a travessia para o Outro-mundo. Mas havia também o lado oculto de Háthor que podia transformar-se na leoa vingadora, Sekmet, que encolerizada podia tanto defender o faraó quanto espalhar a peste pelo país. Mas sua forma mais ressaltada era como deusa do amor que trazia a esperança e a renovação já que garantia a continuidade da vida, sendo muito utilizado o epíteto de “A dourada” para mencioná-la. Háthor era protetora dos amantes e da mulher em geral. Nessa forma eram muitos seus adoradores que suplicavam por um amor e pela realização de seus desejos mais secretos. A Háthor eram dedicadas a dança e a música muito comuns em seu culto e cujos emblemas eram o colar menat e os sistros cujos sons tinham a função ora de proporcionar vida nova e fertilidade ora de apaziguar e afastar o perigo. Sua representação mais comum era como uma mulher com orelhas de vaca e cornos com um disco solar ao meio. Em algumas ocasiões a deusa Háthor se identifica com outras deusas como Bastet e Ísis, compartilhando funções e mitos. Os textos religiosos nos mostram o lado ameno de Háthor personificado na deusa gato Bastet e convertida na deusa Sekmet quando se aborrecia tornando-se muito destrutiva. Nosso objetivo nessa comunicação é mostrar a relação das variadas formas de Háthor e suas inúmeras assimilações com outras deusas ressaltando sua importância no conjunto da sociedade egípcia que fez com que Háthor tivesse grande devoção por todo o Egito até o fim de sua civilização e permanecendo entre os gregos como Afrotide.




PERIÓDICOS FEMINISTAS: A RELIGIÃO COMO OBJETO DOS ESTUDOS DE GÊNERO. Sandra Duarte de Souza – Pós-Graduação em Ciências da Religião

O entrecruzamento de gênero e religião ainda é timidamente abordado no campo dos estudos feministas, apesar de um significativo aumento da produção científica a esse respeito nos últimos anos. É inegável o fato de que nas últimas décadas temos testemunhado o aumento crescente das investigações de gênero em todo o mundo, particularmente no Brasil, porém, no que se refere ao binômio gênero e religião, as iniciativas são ainda bastante escassas, especialmente no que se refere à publicação de periódicos específicos a esse respeito. Através de um levantamento dos artigos publicados em duas das revistas acadêmicas feministas mais expressivas do Brasil - Estudos Feministas e Cadernos Pagu - objetivo demonstrar essa escassez em termos quantitativos, bem como apontar para a relevância daquilo que se tem publicado na área de gênero e religião nessas revistas e numa revista específica sobre gênero e religião, a Revista Mandrágora, indicando para a abordagem de temas de ponta da agenda feminista.


PÉROLAS NEGRAS: MULHERES E RELIGIOSIDADE EM VILA BELA, 1970- 2000. Silviane Ramos Lopes da Silva, Profª. Drª. Maria Adenir Peraro – História – Universidade Federal de Mato Grosso.

O presente estudo tem como análise a construção da identidade étnica das mulheres negras de Vila Bela. Neste sentido, o trabalho caminha na perspectiva de reconstruir as estratégias de luta e as representações sobre a figura feminina naquele processo ( acirramento inter-étnico), tendo como referência os relatos de suas memórias e as suas histórias de vida, que serão contextualizadas com o auxílio de outras fontes. Através dessa pesquisa pretende-se reconstruir a trajetória dessa luta dos negros vilabelenses, e sobretudo da identidade étnica feminina, que consciente ou inconscientemente, lançam mão de mecanismos e estratégias de resistência, frente aos elementos que ameaçavam e/ou ameaçam a coesão comunitária. Desta forma, a questão da religiosidade, tem importância fundamental para que estas mulheres externem a construção dessa identidade da comunidade, e a própria identidade de mulheres negras. A festança ( festas de santos) é uma oportunidade ímpar para demonstrar essa luta pela afirmação étnica, são as mulheres organizadoras desse processo, desde os preparativos da rezas aos quitutes que são oferecidos para á comunidade. A Igreja institucionalizada, também é dirigida por um grupo feminino, para organizar as celebrações e até a parte administrativa da paróquia. Assim este estudo versará sobre a visibilidade do engajamento feminino em uma comunidade negra, que fez de um “espaço de brancos o território dos negros”, afirmando a sua etnia através de um movimento liderado pelas negras da comunidade.


BOLSA: CAPES

O CRISTIANISMO PRIMITIVO E A LIDERANÇA FEMININA: O CASO DE MARIA MADALENA”. Tatiana Kiyomi Moriya, Ivan Esperança Rocha – História – UFMT

Os livros do Novo Testamento são os documentos do Cristianismo Ortodoxo (oficial) do séc.II, que tinha como proposta principal, se tornar uma igreja católica, isto é, universal.

Entretanto, em meio às diversas comunidades cristãs do I e do II séc., surgiram outros evangelhos que continham outros ensinamentos secretos, mitos e poemas atribuídos a Jesus ou seus discípulos. Tais evangelhos receberam o nome de apócrifos (apócryphos), por serem mantidos ocultos, não sendo usados oficialmente na liturgia das primeiras comunidades cristãs.

Entre estes textos apócrifos, encontra-se o Evangelho de Maria, que nos dá uma iimagem diferente de Maria Madalena: a de uma discípula muito estimada por Jesus, até mais estimada que outros apóstolos (evangelho de Maria 18,14), causando atrito com Pedro.

A presente comunicação se propõe a lançar algumas questões acerca das posições de liderança nas primeiras comunidades, onde de acordo com o apócrifo em questão, Maria Madalena teria exercido funções determinantes, ao disputar a liderança do grupo de apóstolos com Pedro.



BOLSA: CAPES

Protestantismo e Pentecostalismo


GLOBALIZAÇÃO E NEOPENTECOSTALISMO: ANÁLISE DO MODELO DE ESPIRITUALIDADE NEOPENTECOSTAL EM CONTRASTE COM ESPIRITUALIDADES CRISTÃS CLÁSSICAS. Carlos Ribeiro Caldas Filho – Programa de Pós-graduação em Ciência da Religião – Universidade presbiteriana Mackenzie.



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