Vi simpósio da associaçÃo brasileira de história das religiões (abhr) história das religiõES: desafios, problemas e avanços teóricos, metodológicos e historiográficos


AS IGREJAS PENTECOSTAIS E NEOPENTECOSTAIS E SUA RELAÇÃO COM A POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA (PR). Claudia Neves da Silva – História – Unesp de Assis



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AS IGREJAS PENTECOSTAIS E NEOPENTECOSTAIS E SUA RELAÇÃO COM A POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA (PR). Claudia Neves da Silva – História – Unesp de Assis

MÍDIA, PROTESTANTISMOS E HISTÓRIA CULTURAL. Karina Kosicki Bellotti, Eliane Moura Silva. História - Departamento de História – Universidade Estadual de Campinas.


Essa comunicação visa discutir uma abordagem sobre mídia evangélica no Brasil sob o prisma das questões da História Cultural. Contemplamos reflexões sobre como as religiões são estudadas pela História Cultural, as relações entre linguagem, mídia e religião, as relações entre identidade religiosa e mídia, e como articular o conceito de recepção à mídia religiosa. Mostramos que a História Cultural permite ao pesquisador de mídia evangélica fazer perguntas sofisticadas e desafiadoras.

As religiões evangélicas vêm se destacando no campo religioso brasileiro desde a segunda metade do século XX, em especial desde a década de 80, com o crescimento das igrejas neopentecostais. Uma das razões fundamentais para esse crescimento está no uso intensivo da mídia eletrônica e impressa por parte de muitos desses grupos. Visa-se estudar os usos e os sentidos que essa mídia religiosa vem alcançando na sociedade brasileira, e qual a sua influência na definição de uma religiosidade mais autônoma e individualista.



Já os Estudos Culturais surgiram como uma crítica à história social marxista dos anos 60, à história tradicional das idéias (“desencarnada” dos seres humanos e das relações sociais), e à tendência dos Annales de história quantitativa e sócio-econômica. Duas grandes inspirações fomentaram esses questionamentos: os estudos lingüísticos e a antropologia cultural, que atentaram para a constituição da narrativa histórica e do papel do narrador/investigador na escrita da História.

Portanto, temos dois temas: mídia e religião (protestantismo). Como lidar com eles tendo em vista os questionamentos teóricos da História Cultural? Nosso objetivo é fazer uma reflexão sobre as perspectivas que esse campo historiográfico tão amplo e diverso da História Cultural (ou Estudos Culturais) fornece para trabalhar com o tema da mídia evangélica no Brasil. Não será um trabalho empírico, com análise de fontes e de bibliografia específica do assunto, mas sim, uma reflexão sobre como trabalhar com fontes, leituras, recortes e, principalmente, sobre os fundamentos teóricos que embasam todas essas práticas.



Bolsa: Doutorado - CNPq
O PENTECOSTALISMO NO PARANÁ – UM ESTUDO SOBRE O NORTE PIONEIRO. – Luis de Castro Campos Jr. – Faculdade Estadual de Filosofia de Jacarezinho/

Este trabalho tem como objetivo estudar o desenvolvimento do pentecostalismo no Paraná de forma específica na Região conhecida como Norte Pioneiro englobando vinte e quatro municípios com destaque para as cidades de Jacarezinho e Santo Antônio da Platina.O Pentecostalismo chegou ao Brasil por meio de Louis Francescon (1910), fundador da Congregação Cristã no sudeste. No Norte os missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren deram início a Assembléia de Deus um ano depois da obra iniciada por Francescon.O estado do Paraná tem uma papel importante no desenvolvimento do pentecostalismo uma vez que a Congregação Cristã desenvolveu-se tanto em Curitiba como em Santo Antônio da Platina, onde situa-se o seu segundo templo mais importante. Foi a partir desta cidade que Francescon iniciou suas pregações na região.Nos anos 50 a Igreja do Evangelho Quadrangular chegava ao Brasil tendo como missionário Harold Williams. Fundada pela canadense Semple Aimee Macpherson ela se desenvolveu nos seguintes estados: São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.A partir de sua inserção em Curitiba, com destaque para a pastora Odá de Castro, a IEQ se espalhou pelo estado atingindo o norte pioneiro paranaense. No caso específico de Jacarezinho, a inserção da IEQ ocorreu tendo como foco irradiador a cidade paulista de Ourinhos de onde o pastor Arlindo Tovatti fazia suas incursões por meio das tendas de lona. Pretende-se dar um enfoque ao atual estágio da Igreja do Evangelho Quadrangular e seu uso contínuo de emissoras de rádio visando a conquista de novos adeptos. Busca-se assim compreender a dinâmica do pentecostalismo brasileiro em uma região onde as cidades não apresentam uma elevada concentração populacional.


OS NOVA-SEITAS: A CONCEPÇÃO ACERCA DO PROTESTANTE NO CORDEL. Micheline Reinaux de Vasconcelos, Maria Angélica Soler – Mestrado em História – Departamento da Pós-Graduação em História.

As denominações protestantes já fazem parte da sociedade brasileira e de suas manifestações de caráter religioso. Desta forma, cremos ser de interesse estudos sobre a presença dos protestantes no Brasil. Em vista disto, escolhemos um aspecto que ainda não mereceu tratamento acurado por parte da historiografia pertinente. Almejamos, assim, analisar a concepção acerca do protestante na perspectiva da Literatura de Cordel no estado de Pernambuco, no período da Primeira República, momento do contato entre o protestantismo e o catolicismo tradicional/popular num contexto de laicização da sociedade brasileira. A escolha do período da Primeira República se dá por ser neste momento que ocorre, de um lado, a Reforma Católica, e por outro lado, a intensificação da presença missionária protestante no nordeste, partindo das capitais para o interior. A escolha do estado de Pernambuco está relacionada à produção dos cordéis que utilizaremos como fonte para nosso estudo. Além dos cordéis, analisaremos as cartas pastorais da Igreja Católica, jornais seculares e os folhetos publicados pelas denominações protestantes abordadas na pesquisa. Supomos que a leitura e difusão do cordel em meio à população carregam uma representação dos cristãos reformados no Nordeste do Brasil. Deste modo, tentaremos esboçar a concepção acerca do protestante presente na literatura de cordel, analisando qualitativamente a ocorrência e recorrência de termos e temas relacionados pelos cordelistas à figura do protestante. Não é nossa pretensão abordar toda a história da inserção protestante no Nordeste brasileiro, pois nos interessa, como procuramos explicitar, a trajetória dos reformados em seu embate com a Restauração católica no Brasil e em sua relação com as camadas populares, entre as quais atuavam o clero católico e os reformados.



Bolsa: CAPES.
PELA FÉ E PELO AMOR, A CONSTRUÇÃO DE UMA ESPIRITUALIDADE LUTERANA ORIGINAL. Arnaldo Érico Huff Júnior, Zwinglio Mota Dias – Ciência da Religião – Departamento de Ciência da Religião, UFJF.

O estudo trata da construção histórica de uma espiritualidade luterana original, compreendendo espiritualidade como um modo de conceber e realizar um ideal de vida religiosa. Estivemos interessados em como a espiritualidade de Lutero e de seus companheiros foi socialmente construída e transformada, também em como ela conformou a interação social dos envolvidos no movimento reformatório luterano do século XVI. Buscando as atitudes mentais, os valores, as idéias, os sentimentos, que estão por detrás das ações, procuramos compreender as bases da relação religião-sociedade no caso da Reforma Luterana. As fontes primárias principais são os textos “Da liberdade cristã”, de 1520, “Da Autoridade Secular, até que ponto se lhe deve obediência”, de 1523, e a “Confissão de Augsburgo”, de 1530. A partir da análise desses textos, pudemos perceber que Lutero, perturbado por questões de consciência inerentes ao contexto da piedade de sua época, catalisa forças de novidade e transformação que tensionavam o período. A espiritualidade original luterana é algo que se constituiu a partir da experiência de fé de Lutero com o sagrado, experiência imersa no contexto religioso de uma época na qual já se evidenciavam as fontes que constituiriam a Modernidade. Numa situação de fronteira entre o nascimento do indivíduo moderno e uma ética de serviço ao próximo, a espiritualidade luterana original embasa uma ação social na tensão dialética entre liberdade e compromisso, fé e amor, justiça e vocação.

Bolsa: FAPEMIG
AS RELAÇÕES DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL COM A DITADURA MILITAR (1964-1985). Eduardo Guilherme de Moura Paegle, Waldir José Rampinelli – História – Departamento de Pós-Graduação em História.

O presente trabalho visa analisar as relações na esfera política e religiosa envolvendo o Estado brasileiro e a Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB). A investigação analisou duas vertentes antagônicas da IPB, refletindo posturas ideológicas distantes, em face ao Estado autoritário. Na primeira vertente, a posição conservadora da IPB, representado, sobretudo na figura do pastor Boanerges Ribeiro, derivando a expressão “boanergismo”, como símbolo de que o presbiterianismo nacional deveria se preocupar apenas com as questões espirituais e não políticas e sociais. Na segunda vertente, a idéia da teologia da libertação, defendida por intelectuais, como Rubem Alves e Richard Shaull, que defendiam uma politização da IPB em oposição à ditadura militar, então vigente do país. A hegemonia da posição conservadora, num contexto de Guerra Fria, evidenciava o quanto o pensamento teológico estadunidense calvinista influenciou nas decisões eclesiásticas da IPB. O predomínio das idéias conservadoras no jornal “Brasil Presbiteriano”, após o Golpe de 1964, aliado ao fechamento da diretoria da UMP no âmbito nacional e a expulsão de Richard Shaull do Seminário Teológico Sul, de Campinas-SP, fez com que a IPB, principalmente nos anos de 1966 á 1978 (os anos da presidência de Boanerges Ribeiro), adota-se a política “dai a Deus o que é de Deus e a César o que é de César”.Deriva-se daí, uma forte normatização de conduta, a rígida disciplina militar do Estado brasileiro, reflete-se no seio da IPB, como um controle de pensamento, comportamento, enfim uma disciplina eclesiástica, buscando eliminar os teólogos da libertação, evitar a participação política da IPB na esfera civil, bem como as discussões sociais e relações com a Igreja Católica.


OS BANDEIRANTES DA BÍBLIA: A CHEGADA DOS EVANGÉLICOS EM GOIÁS. Eduardo Gusmão de Quadros – Departamento de História da Universidade Estadual de Goiás.

Foi em um ambiente de conflito que o primeiro missionário evangélico instalou-se na Cidade de Goiás, a antiga capital do Estado. O catolicismo tradicional, com costumes que remontavam ao período colonial, pareciam ao britânico Mr.Triple o cúmulo do “atraso”. Que táticas ele utilizou para romper com o cinturão de proteção levantado contra a mensagem e a prática dos “hereges” protestantes? Como era visto pela população local? De que modo pôde interagir com ela?

Buscamos responder estas questões analisando o discurso auto-biográfico redigido quando esse pastor da Igreja Cristã Evangélica beirava os oitenta anos. Cruzaremos as informações da obra com os dados da comunidade local organizada por ele na segunda década do século XX. Os dados apontam para “conversões” predominantemente familiares e para a penetração da mensagem evangélica nas camadas menos favorecidas da região.
AS TRANSFORMAÇÕES NO SEIO DO PROTESTANTISMO ATRAVÉS DA EXPANSÃO PENTECOSTAL. Jacyara P. Lopes de Melo. Sérgio F. Ferretti/Mestrado em Ciências Sociais. Departamento de Sociologia e Antropologia.

O presente trabalho visa analisar as transformações que o pentecostalismo trouxe para o protestantismo. O pentecostalismo é um movimento religioso, uma corrente de fé dentro de uma religião estabelecida, no caso o cristianismo evangélico. Caracteriza-se, principalmente, pela introdução do êxtase em seus cultos e na vida dos fiéis. A partir do movimento pentecostal temos uma nova classificação dentro do protestantismo, através da qual a própria categoria protestante passa por um processo de ressemantização. Quanto à metodologia utilizada, destacam-se a pesquisa bibliográfica e de campo, a partir de observação participante em igrejas evangélicas de São Luís; método comparativo, por meio do qual faz-se a análise das semelhanças e diferenças entre as várias denominações pesquisadas. Como resultado, pretende-se demonstrar que Ao longo do tempo e em diferentes contextos sociais o protestantismo foi ganhando novas características, reinterpretando antigos dogmas e, mesmo, passando, atualmente, por um processo de sincretismo com outras religiões, como é o caso dos pentecostais e neopentecostais que tem ressignificado credos das religiões afro. Por isso, é preciso compreender esses novos sentidos, cuja classificação “protestante” já não é suficiente para explicá-los.



Bolsa: CAPES
OS SIGNIFICADOS DOS DÍZIMOS E OFERTAS PARA A IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS. Rangel de Oliveira Medeiros – História – Departamento de História.

O presente estudo visa analisar os significados que o dinheiro assume na Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), não simplesmente no seu significado material, mas também seu significado “espiritual”. Para tanto, é feita uma análise do discurso produzido pelas lideranças e autores da editora da IURD. É importante observar que o discurso iurdiano procura dar uma lógica ao fato desta instituição pedir dinheiro e constantemente e de várias formas. A IURD segue a cartilha das igrejas cristãs e justifique suas ações através de uma interpretação muito própria de versículos bíblicos que discorrem a respeito de dízimos e ofertas. Neste estudo pretendemos mostrar que a IRUD acaba criando também uma ética de trabalho que se aproxima em alguns pontos à ética de trabalho do protestantismo histórico. Para esta questão, é fundamental os estudos de Max Weber e os escritos de Benjamin Franklin (citados por Weber), bem como as fontes da instituição, e é a partir da análise da fonte que pretendemos evidenciar a eficácia do discurso produzido pela IURD sobre a sua membresia. Conclui-se portanto que a IURD se apropria de diversos símbolos que a precederam, e até de um discurso de trabalho árduo e sério para tentar alcançar seu objetivo: provocar, ao menos em parte, a prometida inclusão social de seus membros.

Religião e Modernidade
CONSTRUINDO SUJEITOS: O “BOM” SEMINARISTA E O “BOM” PADRE NA REALIDADE DA IGREJA CATÓLICA DO CONCÍLIO VATICANO II. Altamiro Antônio Kretzer – História – Programa de Pós-Graduação em História/UFSC.

Num processo dialético indivíduos constroem instituições e instituições constroem indivíduos. A presente pesquisa tem por objetivo identificar e analisar fragmentos do processo de produção de sujeitos na Igreja Católica no período conciliar (Vaticano II). Os sujeitos em questão são os seminaristas e sacerdotes. Numa realidade em que a Igreja Católica passava por um processo de contestações e transformações consideráveis era necessário para esta instituição garantir no seu magistério quadros que se adequassem às novas exigências dos tempos. Era necessário adaptar-se aos “novos ventos que sopravam”. Mas era também necessário que este mesmo magistério fosse defensor da Igreja que representava, que resguardasse, fortalecesse e defendesse a Igreja nos pontos em que era mais atacada. Para analisar tal processo utilizou-se, principalmente, de documentos do alto magistério da Igreja Católica, documentos conciliares, matérias publicadas em revistas católicas e de documentos direcionados para a formação dos seminaristas. Ao final do trabalho pretende-se mostrar alguns mecanismos utilizados pela Igreja Católica na construção do “bom” seminarista e do “bom” padre e como, neste processo dialético, os sujeitos resistiam ou se deixavam envolver.





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