Visão Panorâmica do Antigo Testamento I, parte 2 Cronologia do oriente médio na antiguidade



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Visão Panorâmica do Antigo Testamento I, parte 2

Cronologia do oriente médio na antiguidade

O crescente fértil, como vimos, foi o berço de diversas civilizações da antiguidade e situava-se entre o vale do rio Nilo, no Egito e a Mesopotâmia, que é a região situada entre os dois grandes rios: o Tigre e o Eufrates. Em termos de tempo, os historiadores dividem a história antiga em diversos períodos, caracterizados, principalmente, pelos tipos de materiais utilizados para os artefatos de guerra. Por motivos de limitação de tempo e de enfoque, vamos omitir informações a respeito de civilizações importantíssimas da antiguidade, como a Índia e a China, tão, ou mais antigas que as civilizações que vamos descrever neste texto, mas que não têm qualquer interação com os fatos ilustrados na história bíblica do AT. Vamos descrever os acontecimentos mais importantes de cada período:



Período Neolítico

O planeta Terra sofreu a última era glacial, por volta de 110.000 aC a 10.000 aC, provavelmente no final deste período, várias catástrofes naturais devem ter ocorrido devido ao degelo, dizimando muitas populações ao redor do mundo e isto deve ter originado as diversas narrativas, em diversas culturas diferentes, relativas ao dilúvio. Após a era glacial, as populações humanas começaram a adotar um modo de vida sedentário, desenvolvendo a agricultura e a criação de animais, por isto, regiões como a do crescente fértil foram amplamente preferidas pelas suas características naturais. As primeiras cidades surgiram neste período, entre elas a cidade conhecida nos tempos bíblicos como Jericó. As principais características das culturas deste período são a confecção de artefatos de guerra (lanças, flechas, machados) com pedra polida, isto é, com um melhor acabamento, também a produção de cerâmicas, tanto para usos domésticos como para usos religiosos (escultura de ídolos), e, principalmente, a ausência de registros escritos (que segundo os historiadores, é o que define o início do período histórico).



Época do bronze antigo

Este período que se estende de 3000aC até 2000aC é o período que realmente podemos começar a considerar os acontecimentos descritos na bíblia sob um ponto de vista histórico (não que cheguemos à conclusão que todos os eventos narrados são, de fato, historicamente comprovados). As narrativas dos capítulos 1 a 11 de Gênesis possuem um caráter muito mais complexo e delicado, e certamente merecem um tratamento à parte, que daremos posteriormente.

Na Mesopotâmia, no período do bronze antigo, duas grandes civilizações tiveram seu auge e seu declínio, os Sumérios e os Acádios. a organização era sempre em cidades-estado, onde havia um rei, que tinha um “direito divino” e era mantido por uma religião oficial que se ocupava de legitimar o “status quo” do “rei-deus” e por um exército, que mantinha a “ordem estabelecida” através das armas. Basicamente, as populações camponesas que viviam nos arredores das cidades-estado eram obrigadas a entregar quase toda a sua produção para sustentar o aparelho estatal (a corte, os sacerdotes, o exército) restando apenas o suficiente, às vezes nem isto, para continuarem vivos e produtivos. O rei se ocupava basicamente de comandar as guerras. Nas guerras, os perdedores eram dizimados e os sobreviventes eram capturados como escravos para trabalharem a serviço do rei da cidade estado. Este sistema de organização social, econômica e política é conhecido pelos historiadores como modo de produção antigo, ou modo de produção oriental. Os sumérios se desenvolveram na baixa mesopotâmia, isto é na região próxima ao golfo pérsico, onde deságuam os rios Tigre e Eufrates. As principais cidades-estado dos Sumérios são Uruc, Lagash, Ur (cidade descrita na bíblia como a origem do patriarca Abraão) e Eridu. Os sumérios desenvolveram a escrita cuneiforme (escrita cujos sinais eram feitos em argila fresca com uma ponta e depois a argila era seca para se preservar a escrita), que foi adotada como modo de escrita por várias outras civilizações mesopotâmicas da antiguidade. Também os sumérios deram origem a um sistema de numeração e a uma “proto matemática” (eram conhecidos alguns casos particulares do teorema de Pitágoras quando os triângulos possuem lados inteiros, os matemáticos chamam estes números de ternas pitagóricas).

Por volta de 2500aC um novo império começava a se configurar na Mesopotâmia (de fato, o primeiro império propriamente dito). Os acádios, sob o rei Sargão I, conseguiram impor sua hegemonia sobre as cidades-estado sumérias. O domínio acádio teve uma importância de unificar diversas regiões da Mesopotâmia sob um mesmo governo, mas teve uma curta duração, devido a invasões do norte a partir da Armênia, somente a região de Ur, no sul, conseguiu resistir e continuar por mais um breve período sob o domínio Acádio.

Enquanto isto, no vale do Nilo, se desenvolvia a civilização egípcia. Na verdade, várias civilizações e reinos sofisticados se desenvolveram antes mas o período propriamente histórico do Egito começou por volta do ano 3100aC, quando o primeiro faraó da primeira dinastia, o faraó Menés, unificou s dois reinos pré-existentes, o do baixo Egito, próximo ao delta do rio Nilo, e o alto Egito, acima da primeira catarata do rio Nilo (onde hoje fica a usina hidrelétrica de Assuã). A primeira capital do Egito unificado foi Mênfis (perto de onde hoje se situa a cidade do Cairo). É deste período que se estende até 2300aC, conhecido como império antigo, a construção das grandes pirâmides do Egito. Também é importante ressaltar o desenvolvimento da escrita hieroglífica (escritos do templo), que decorava basicamente as paredes dos templos e palácios da época, graças ao trabalho de decifração destes escritos, é possível conhecer muitos detalhes sobre os reis (que também eram considerados deuses), a organização social e econômica desta verdadeira potência da antiguidade.

No meio entre os domínios destas superpotências do terceiro milênio, na região Sírio-Palestina, que compreende a região de Canaã, conhecida nos textos bíblicos, existiam várias cidades-estado localizadas nesta pequena faixa de terra que correspondia ao litoral do Mar Mediterrâneo. Uma das mais importantes destas cidades-estado era Ugarit, que foi descoberta pelos arqueólogos apenas em meados do século XX e cuja descoberta trouxe à luz muitas informações sobre a organização social dos povos cananeus, que antes eram somente conhecidos dos textos bíblicos. Muito embora os reis destas cidades estado gozavam de uma certa autonomia, eles eram, na maior parte do tempo vassalos de algum soberano maior, horas do Egito, horas da Mesopotâmia. a importância desta região se deve ao fato de ser um corredor natural para rotas comerciais e para o deslocamento de tropas militares, portanto uma região de importância estratégica para qualquer imperador do momento.



Época do bronze médio

A época do bronze médio se estende por volta de 2000aC até 1500aC. No início do segundo milênio, mais uma vez a Mesopotâmia volta a ser unificada sob a égide de um mesmo império, o Império Amorreu, ou Babilônico antigo, cuja capital seria a cidade de Babilônia. O patriarca Abraão, provavelmente viveu em Ur nesta transição entre o domínio acádio e o domínio amorreu, talvez as guerras tenham sido a causa de grandes fluxos migratórios dentro daquelas regiões. Estima-se que Abraão tenha se estabelecido na terra de Canaã, por volta do ano 1900aC. O principal rei deste período é o rei Hamurabi, que constituiu um código de leis que regiam não somente a vida do estado mas também a vida do homem comum, leis relativas ao uso doméstico, à família, terras, escravos, etc, sempre baseado na “lei de Talião”: “olho por olho, dente por dente”. Muitos destes preceitos eram assumidos comumente por diversos clãs e povos daquela região, sendo, de certa forma, o direito mais “natural” que era praticado pelas pessoas no seu cotidiano. A lei de Moisés possui muitos pontos que, certamente foram simplesmente adaptados deste “código” de uso comum (não significa que se tinha acesso ao código escrito, mas à tradição oral e à prática cotidiana dos patriarcas que julgavam suas questões segundo estes princípios). Os amorreus sofreram declínio a partir do início do século XVIIaC mas somente eles foram totalmente conquistados com a formação do Império Assírio, a partir de 1300aC.

Enquanto isto, por volta de 1800aC, uma onde de migrações de povos de origem semita começou a ocorrer no Egito. Associada a problemas políticos internos da política do Egito, principalmente relacionadas a sucessões de dinastias monárquicas, o correu um declínio da força e poderio militar do império egípcio, que nesta época tinha a capital em Tebas, no alto Egito. Este período é conhecido como invasão dos Hicsos (nome genérico dado aos povos do oriente médio que ocuparam o Egito). Provavelmente é nesta época que pode ter ocorrido a história de José no Egito e a instalação de hebreus nas terras do Egito. Faraós importantes deste período são Tutmosis III, que promoveu uma campanha militar em Canaã, Amenofis IV, mais conhecido como Akhenaton, que instituiu o culto monoteísta no Egito (foi o primeiro deus abstrato da história, pois Aton era não o Sol propriamente, mas o círculo do Sol), e Tutâncamon.

Época do bronze recente

Este período da história se estende aproximadamente do ano 1500aC até o ano 1200aC, é neste período que podemos estabelecer um contato maior com as informações bíblicas sobre a formação da nação de Israel. Enquanto na Mesopotâmia assistimos à hegemonia do Império Assírio, com sua capital em Nínive, cidade às margens do rio Tigre. Um dos principais reis assírios foi Assurbanípal, cujo palácio tem obras de arte espalhadas entre o Museu Britânico e o Museu do Louvre. O Império Assírio irá durar até 612aC, quando foi conquistada pelo rei caldeu Nebopalassar (pai de Nabucodonosor). Os Assírios ainda serão importantes em nossa história, pois eles foram os que conquistaram definitivamente o reino de Israel (do norte).

No Egito, o Faraó Seti I retomou um processo de expansão do Egito, recolocando-o no cenário internacional da época como grande potência. Após, o faraó Ramsés II (provavelmente o faraó do êxodo), intitui a corvéia (trabalho obrigatório nas terras do rei, cá entre nós, quase escravidão) para os povos da região de Canaã (inclusive os hebreus), para a construção da nova capital Pi-Ramsés. Moisés deve ter fugido com um grupo de escravos hebreus das terras do Egito por volta de 1250aC. Por volta de 1220aC a 1200aC começa um processo de ocupação da Terra de Canaã pelos israelitas (guerras de Josué) e marca o início da confederação tribal (época dos juízes). Voltando a falar do Egito, a única menção sobre Israel nos escritos egípcios vem da estela de Merneptah (faraó filho de Ramsés II, que o sucedeu), este rei fez uma campanha por volta de 1220 na região de Canaã em busca de conquista de território, influência, e, principalmente, tributos, e esta estela cita a vitória sobre Israel.

Devemos somente mencionar que a teoria mais aceita hoje em dia sobre a formação da nação de Israel é que esta não foi formada única e exclusivamente do grupo de Moisés, isto é, dos escravos fugitivos do Egito, mas também de tribos que já habitavam as regiões montanhosas de Canaã e buscavam um lugar ao Sol frente à política opressora das cidades-estado cananéias. Estas tribos, provavelmente são formadas de pessoas da mesma linhagem dos escravos que vieram do Egito, pois os reis das cidades-estado pagavam tributos ao Egito e para lá mandavam mão de obra escrava oriunda destas tribos nômades que cercavam estas cidades. Também fica evidente por algumas passagens da escritura (como a história do profeta Balaão) que estas tribos locais já conheciam o Deus de Israel, que será o personagem principal de todo o AT. Também ao grupo de Moisés se juntaram outros grupos de escravos fugitivos que conseguiram fugir em outras ocasiões e que compartilhavam também de uma mesma herança étnica e religiosa. Enfim, o gênio de Moisés foi um fator aglutinante, pois ele percebeu que o que uniria todas estas pessoas sob uma mesma bandeira seria a fé no Deus único e verdadeiro (IHVH).



Época do ferro

Agora vamos nos concentrar mais na história de Israel, deixando um pouco de lado os outros povos, a não ser quando houver eventos que envolvam Israel. O primeiro grande evento que marcou o assentamento das tribos foi a invasão dos Filisteus, ou povos do mar. Após terem sido rechaçados por Ramsés III do Egito, os Filisteus se instalaram na região que atualmente é conhecida como Faixa de Gaza. O nome Palestina tem a mesma raiz etimológica que o nome Filisteu. Os Filisteus tiveram uma importante participação na história de Israel no AT devido aos inúmeros conflitos ocorridos entre os dois povos, muitos deles narrados na Bíblia. A história de Sansão está relacionada com conflitos com os Flisteus (Juízes 13 a Juízes 16). Na juventude do profeta Samuel houve o evento em que os Filisteus sequestram a arca da aliança (ISamuel 4 até I Samuel 7). O rei Saul passou todo o período de seu reinado guerreando contra os Filisteus. O episódio de Davi e Golias (I Samuel 17) também se refere a uma batalha contra os Filisteus. Militarmente, os Israelitas eram inferiores aos Filisteus exatamente pelos artefatos de Guerra, enquanto os Israelitas permaneciam na idade do bronze, os Filisteus já dominavam as técnicas da idade do ferro.

Na época dos Juízes, não existia ainda propriamente o que poderíamos chamar de nação de Israel. O que havia era uma confederação tribal que viviam unidas sob um mesmo paradigma religioso, a fé no Deus IHVH. Mesmo assim, as tribos tinham conflitos entre si, alguns ao ponto de desencadear guerras entre tribos (Juízes 12). Os israelitas ainda não eram monoteístas no sentido estrito. Havia a concepção de que IHVH era o Deus das tribos de Israel enquanto haviam outros deuses no panteão de outras nações vizinhas. Estes deuses competiam entre si pelo domínio e seu poder era refletido no poderio militar do povo que o adorava. A noção de um único Deus somente veio a se consolidar com os movimentos proféticos, já no período monárquico.

Saul, embora tenha organizado um exército para lutar por Israel, não pode ser considerado propriamente um rei, pois continuou a viver em sua terra, Gibeá, e não modificou a estrutura tribal existente, portanto não chegou a constituir um estado. O primeiro rei, de fato foi Davi, que reinou de 1010aC até 971aC, quando Salomão, seu filho o substitui. É no reinado de Salomão que vamos ter um estado estabelecido, com todos os problemas e abusos que um estado monárquico pode acarretar. O pior dos problemas do governo de Salomão é a instituição da corvéia, que é o trabalho gratuito que os cidadãos eram obrigados a prestar para o Estado (I Reis 5:13-16 e I reis 11:28), e também com pesados impostos para sustentar a corte (I Reis 4). Como conseqüência, após sua morte, o reino unido de Israel foi dividido, ficando o reino do Norte, com 10 tribos governada por Jeroboão I e o reino do Sul governado pelo filho de Salomão, Reoboão. Foi também no tempo de Salomão que a produção literária do que hoje nós conhecemos como AT foi ganhando forma. Os escritores daquela época, identificados com o nome comum de Javistas, ao mesmo tempo que pressupunham em seus textos a ordem monárquica, traziam em si também uma semente de crítica a esta mesma ordem monárquica, alertando sobre os perigos e abusos do poder real. Voltaremos a esta questão mais a frente, quando falarmos da hipótese documental, ou hipótese documentária.



Com a divisão do reino, por volta de 931aC começa um novo período intenso na história desta nação agora dividida. em primeiro lugar, vamos presenciar uma nova descentralização do culto, centralização esta que havia sido tentada por Salomão, ao construir a primeira versão do templo em Jerusalém. Vale lembrar também que, muito embora o texto bíblico mostre alguns dos reis de Israel do norte como grandes vilões (pois a historiografia daquele período é de autoria deuteronomista, que priorizava a centralidade de Jerusalém no universo religioso), o reino de Israel é o que teve mais sucesso, era o mais próspero economicamente e mais bem aparelhado do ponto de vista militar. Para espanto da maioria dos leitores fiéis da Bíblia, o rei Acab (marido da rainha Jezabel) é considerado pelos historiadores como um dos maiores reis de Israel, e uma das razões de seu sucesso é exatamente o sincretismo religioso entre o culto a IHVH e a Baal, o que fez com que os conflitos religiosos internos fossem minimizados. O reino de Israel tinha como capital a cidade de Samaria e foi finalmente derrotado com o cerco de Samaria pelo rei Salmanasar V, que durou de 724aC a 722aC. Após a derrota total de Israel, o filho de Salmanassar, Sargão II, foi responsável pela deportação dos Israelitas. Abaixo segue uma lista dos reis de Israel e de Judá.

Reis de Israel


Nome

Data

Duração

Jeroboão I

931-910/9 a.C.

21 anos

Nadab

910-909

2 anos

Baasa

909/8-886

22 anos

Ela

886/5-885

2 anos

Zimri

885/4

7 dias

Omri

885/4-874

11 anos

Acab

874/3-853

21 anos

Ocozias

853-852

2 anos

Jorão

852-841

11 anos

Jeú

841-813

28 anos

Joacaz

813-797

16 anos

Joás

797-782

15 anos

Jeroboão II

782/1-753

29 anos

Zacarias

753

6 meses

Salum

753/2

1 mês

Menahem

753/2-742

11 anos

Pecahia

742/1-740

2 anos

Pecah

740/39-731

9 anos

Oséias

731-722

9 anos

Enquanto isto, o reino de Judá, ao sul, teve um começo bem modesto, passando por dois grandes momentos: A reforma do rei Ezequias, cujo reino presenciou o sítio do rei Senacherib contra Jerusalém. E a reforma do rei Josias, que restaurou o culto a IHVH no templo de Jerusalém graças à influência da corrente deuteronomista, que falaremos também posteriormente ao falarmos da hipótese documental. O reino de Judá durou mais que o reino de Israel, até o ano 586aC quando se deu o cerco de Jerusalém sob Nabucodonosor II, sua destruição e deportação dos nobres de Judá para a Babilônia. Abaixo, segue uma lista dos reis de Judá.

Nome

Data

Duração

Roboão

931-914 a.C

17 anos

Abian

914-912

3 anos

Asa

912-871

41 anos

Josafá

871/0-848

23 anos

Jorão

848-841

7 anos

Ocozias

841

1 ano

Atalia

841-835

6 anos

Joás

835-796

40 anos

Amasias

796-767

29 anos

Ozias

767-739

28 anos

Joatão

739-734

5 anos

Acaz

734/3-716

18 anos

Ezequias

716/15-699/8

17 anos

Manassés

698-643/2

55 anos

Amon

643/2-640

2 anos

Josias

640-609

31 anos

Joacaz

609

3 meses

Joaquim

609-598

11 anos

Joaquin

598/7

3 meses

Sedecias

597-586

11 anos



Um dado marcante que está relacionado com o reino dividido é o surgimento dos movimentos proféticos tanto no reino do norte como no reino do sul. Os dois profetas mais importante de Judá foram o profeta Isaías, que viveu principalmente sob o reino de Ezequias, e o profeta Jeremias, que presenciou os últimos dias de Jerusalém. Além destes, entre os denominados “profetas maiores” também temos dois profetas de Judá que estão relacionados com o período do exílio: Ezequiel e Daniel (também devemos lembrar que a segunda parte do livro de Isaías, a partir do capítulo 40, é uma coletânea de escritos de profetas que atuaram na época do final do exílio, já na dominação persa, este profeta, ou grupo de profetas, é conhecido genericamente como deutero-Isaías, fala-se até em trito-Isaías). Os profetas do norte, conhecidos como “profetas menores” deixaram escritos mais breves, e os dois principais profetas de Israel: Elias e Eliseu, não deixaram quaisquer registros escritos, tudo o que sabemos sobre eles vem da história deuteronomista contida nos livros de I e II Reis.


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