Vorster exorta Ocidente à resistência em Angola



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Data/pg: 09/01/1976 p. 11.

Manchete: “Reunião começa sem MPLA. p.11”

Fonte: Jornal do Brasil

Assunto: Na pequena nota ressalta-se a ausência de representante do MPLA, que era esperado para aquele dia ainda.




Data/pg: 09/01/1976 p. 11.

Manchete: “Savimbi não pretende lançar contra-ataque”

Fonte: Jornal do Brasil

Assunto: Segundo declarara Savimbi, apesar do alerta dos soldados da UNITA ao Sul de Luanda - por conta da esperada ação do MPLA ao Sul, já que havia recentemente avançado com sucesso ao Norte, derrotando a FNLA – a UNITA não pretendia lançar um contra-ataque durantes aqueles dias, pois não queria prejudicar as oportunidades de êxito da reunião de cúpula da OUA que começava no dia 10.




Data/pg: 10/01/1976 p. 15

Manchete: “UNITA admite vitória diplomática do MPLA”

Fonte: O GLOBO

Assunto: A matéria trata da declaração de George Sangumbe, porta voz da UNITA na conferência da OUA, de que o MPLA estava ganhando terreno no campo diplomático para o reconhecimento de seu governo. Advertiu, todavia, que se a OUA reconhecesse o governo do MPLA não representaria a realidade, pois a UNITA e a FNLA, segundo ele, dominavam 80% do território angolano.

A matéria informa também, sobre a declaração de Idi Amin com relação à postura norte-americana frente à questão angolana: “estou feliz com a política norte-americana de considerar Angola um problema africano”.






Data/pg: 10/01/1976 p. 15

Manchete: “EUA: África do Sul mantém equilíbrio militar em Angola”

Fonte: O GLOBO

Assunto: A matéria trata da declaração de William Schaufele, Secretário de Estado Adjunto norte-americano, de que a presença militar sul africana ajudava a manter o equilíbrio de forças no país e possibilitava negociações entre os três movimentos. A matéria também é sobre novas acusações do Pentágono de que unidades navais soviéticas continuavam a dirigir-se para Angola. Quanto à existência de uma ponte aérea que ligava Cuba a Guiné, passando pelos Açores, a matéria afirma que a Chancelaria Portuguesa voltou a negar sua existência.



Data/pg: 10/01/1976 p. 11.

Manchete: “Líderes africanos iniciam debates sobre Angola”

Fonte: Juarez Bahia, enviado especial para o Jornal do Brasil

Assunto: A matéria indicava que a fase preliminar havia sido concluída pelos Ministros do Exterior dos países membros, que tinham preparado uma proposta de resolução que seria avaliada a partir dali até o dia 12 pelos Chefes de Estado e de Governos africanos. Avaliava-se um grande equilíbrio entre as tendências de reconhecimento do MPLA e a outra que condenava e exigia a saída de todas as tropas estrangeiras em Angola, sem admitir o MPLA. Apesar das incertezas sobre a escolha da OUA, como unanimidade sobressaia à condenação de todos a África do Sul.

Conclusivamente, a matéria ressalta que as disputas internas na OUA poderiam implicar num desmoronamento institucional, que certamente seria evitado pelas suas liderança, seguido de uma crítica acentuada a possível falta de capacidade de seu presidente, Idi Amin, de dar conta da situação. Indicava assim, que em meios às incertezas da OUA, atuava as grandes potências com o objetivo de evitar a proposta de reconhecimento de Luanda.






Data/pg: 10/01/1976 p. 11.

Manchete: “Frente não pensa em perder”

Fonte: Enviado especial para o Jornal do Brasil

Assunto: Em entrevista a Hendrick Vaal Neto, Chanceler da República Democrática de Angola (FNLA-UNITA), ele diz que não esperava que a OUA decidisse pelo reconhecimento do MPLA, à custa da exterminação dos demais movimentos, ressaltando que o MPLA era a minoria alienada pelo URSS. Em seguida, a respeito da participação da África do Sul no conflito, destacava que estes nunca foram solicitados para apoiar a FNLA-UNITA, e que sua permanência em Angola datava de acordos com o ainda governo colonial português, que nunca, convenientemente, segundo ele, foram esclarecidos. A respeito das diferenças entre os movimentos, que pareciam tornar inconciliável uma saída pacífica e negociada, Vaal Neto disse que não tinham o interesse de marginalizar os seus irmãos, desde que eles retomassem a “consciência da razão”, pois as instruções da cúpula da FNLA e da UNITA era para que a qualquer momento permitisse a reconciliação "inspirada nos superiores interesses de Angola".




Data/pg: 10/01/1976 p. 11.

Manchete: “Amin considera fim da guerra mais importante”

Fonte: Enviado especial para o Jornal do Brasil

Assunto: Assim que chegou a Adis-Abeba, para a fase final da reunião da OUA, o presidente Idi Amin ressaltou que sua preocupação maior era com o fim da guerra civil angolana. Favorável à tese de um Governo de união nacional, considerava, portanto, secundário a questão do reconhecimento, pois dizia que "qualquer Governo podia reconhecer o Governo que quiser, mas se esse reconhecimento não fosse validado pelo povo do país, de nada servirá o ato político em causa". Sobre seu apelo ao cessar-fogo imediato, recebeu de Holden Roberto uma resposta positiva, que disse que se a UNITA e o MPLA estivessem de acordo, seus respectivos representantes em Adis-Abeba poderia lá assinar o cessar-fogo.



Data/pg: 11/01/1976 p. 10.

Manchete: “Africanos tentam hoje acordo de paz em Angola”

Fonte: Juarez Bahia, enviado especial para o Jornal do Brasil

Assunto: O enviado ressaltava que na abertura da fase final, no dia anterior, houvera discursos que definiram muito claramente as duas tendências em curso: moderada e radical. A primeira defendida por Leopold Senghor, Presidente do Senegal ressaltou que as questões ideológicas não podiam superar as noções de fraternidade e solidariedade dos africanos. Do outro lado, Samora Machel, Presidente de Moçambique, defendia que a FNLA e a UNITA eram fantoches do imperialismo ocidental aliados a África do Sul, definida por ele como símbolo da intolerância e do fascismo racista. Destacava, deste modo, que o MPLA deveria ser reconhecido como representante do Estado angolano, chamando a OUA a fazer uma distinção entre os países aliados (URSS e Cuba) e o país agressor (África do Sul).

OBS: Matéria de conteúdo semelhante no Globo, dia 11/01/1976, p. 20, com a manchete “Reunião começa entre divergências”




Data/pg: 11/01/1976 p. 10.

Manchete: “MPLA confia no reconhecimento”

Fonte: Jornal do Brasil

Assunto: A pequena nota ressalta a esperança de José Eduardo dos Santos, Primeiro-Ministro da República Popular de Angola (MPLA), no reconhecimento da OUA ao Governo de Luanda, afirmando que a condenação da África do Sul implicava na marginalização da FNLA-UNITA, que segundo ele, "fizeram o jogo do inimigo". Destacou, por fim, que a presença soviética e cubana era uma prestação de assistência de países amigos, sem caráter de permanência, ao contrário do que julgava ser o objetivo da África do Sul.




Data/pg: 11/01/1976 p. 10.

Manchete: “Esquadra dos EUA está pronta a intervir”

Fonte: Jornal do Brasil

Assunto: A matéria destaca a existência do porta-aviões Independence em águas angolanas, pronto para participar do conflito angolano. De acordo com relatório secreto não identificado, mostrava-se que os EUA acusavam a URSS de intensificar a guerra, quando na verdade dera o primeiro passo. O mesmo relatório ainda dizia que havia de quatro a seis mil soldados sul-africanos em Angola, número muito superior ao reconhecido pelo Governo de Pretória.




Data/pg: 11/01/1976 p. 10.

Manchete: “Moscou joga com ‘complexo do Vietnã’”

Fonte: David K. Shipler, do The New York Times

Assunto: A matéria destaca o uso feito pelos soviéticos da participação malograda dos EUA no Vietnã para atuar em Angola, uma vez que, segundo o jornalista, seus analistas percebiam que o Congresso e a população americana teriam aversão a qualquer participação considerável em outra guerra civil. Deste modo, contavam com o fato de que a resistência norte-americana seria insignificante, apresentando poucos riscos para a posição soviética, sobrando para os EUA às opções diplomáticas e as ameaças de rompimento da détente.




Data/pg: 11/01/1976 p. 10.

Manchete: “Descalço e de pijamas, Amin fala”

Fonte: Enviado especial para o Jornal do Brasil

Assunto: Em breve entrevista, o Presidente Idi Amin reforçou sua preocupação com Angola, defendendo que não era papel da OUA definir os rumos de Angola, pois isso cabia aos próprios angolanos. A respeito da possível cisão na OUA, acreditava que naquela moderna África não existia alinhamentos ao comunismo ou a qualquer outra ideologia, pois rejeitava-se o controle de blocos, portanto, não era possível uma cisão. Segundo ele, o que existia era uma aceitação de assistências que se ofereciam "em benefício da comunidade". Quanto a Angola, questionado sobre se a paz estava próxima, disse apenas que estavam trabalhando por ela, mas ressaltou novamente que não era papel da OUA decidir o futuro de Angola, mas sim, encontrar um fim para aquela guerra, com a ajuda dos angolanos.




Data/pg: 11/01/1976 p. 10.

Manchete: “Um ‘saco de gatos’ solidário”

Fonte: Enviado especial para o Jornal do Brasil

Assunto: Destacando a expressão usada por um embaixador latino-americano para descrever o intenso transito de divergências, numa perspectiva mais de contradições do que de soluções, a matéria destaca que para a OUA ainda sobrava a solidariedade africana, que tinha importância na África e que era o único elemento capaz de fazer como que se chegassem a uma solução de compromisso entres as duas tendências - do governo de união nacional ao unilateralismo.




Data/pg: 11/01/1976 p. 20

Manchete: “Paz aparente na frente sul”

Fonte: O GLOBO

Assunto: A matéria destaca, com base em oficiais ouvidos pela rádio sul africana, que a luta na frente sul de Angola tinha diminuído, embora os oficiais da FNLA e da UNITA tivessem considerado que a guerra poderia agravar-se caso não fosse encontrada uma “fórmula de paz” na conferência da OUA.

Também destaca, que o MPLA iniciou uma campanha na Rádio de Luanda, contra a aliança FNLA-UNITA, visto que, os classificou como traidores e de não serem verdadeiros movimentos de libertação.






Data/pg: 12/01/1976 p. 18

Manchete: “Problema de Angola ameaça acabar com unidade africana”

Fonte: O GLOBO

Assunto: A matéria destaca o início de uma divergência na OUA, em decorrência das diversas posições dos Estados-membro sobre a situação de Angola. Até aquele momento, 23 dos 46 países da OUA haviam reconhecido o governo do MPLA, enquanto a outra metade, segundo a matéria, mostrava-se dividida quanto a aderir ao reconhecimento ou propor uma negociação direta entre os três movimentos em luta. A matéria também informa sobre a formação de dois blocos, um liderado pelo Senegal, que sugeriu a formação de uma comissão para conseguir que os três movimentos suspendessem a luta e iniciassem as negociações. Outro, formado pelos chamados países progressistas liderados pela Somália e Guiné, que propuseram que a OUA em peso reconhecesse o governo do MPLA.



Data/pg: 12/01/1976 p. 10.

Manchete: “OUA só decide sobre Angola por maioria de 2/3”

Fonte: Juarez Bahia, enviado especial para o Jornal do Brasil

Assunto: Usando o próprio regulamento da OUA, os Presidentes do Zaire e de Zâmbia (a favor de FNLA e UNITA, respectivamente) conseguiram que se aplicasse o principio da Carta da OUA, que exigia maioria de dois terços nas "decisões de magnitude". Deste modo, conseguiram evitar a vitória por maioria simples da tendência unilateral de aceitação de Angola através exclusivamente do MPLA. Assim, a matéria descreve que iniciaram movimentos de conversação entre representantes das duas tendências, de modo a tentar conciliar os dois projetos de resolução.




Data/pg: 12/01/1976 p. 10.

Manchete: “Nigéria apresenta projeto radical”

Fonte: Enviado especial para o Jornal do Brasil

Assunto: A matéria transcreve o projeto de linha radical da Nigéria que, em linhas gerais, ressaltava a legitimidade da luta e do Governo do MPLA, rechaçando a África do Sul e seus aliados locais, a FNLA e a UNITA.




Data/pg: 12/01/1976 p. 10.

Manchete: “Diggs denuncia intervenção dos EUA”

Fonte: Jornal do Brasil

Assunto: O representante democrata Charles C. Diggs declarava que a participação dos EUA na questão de Angola era um dos cálculos mais mal feitos de sua política externa.




Data/pg: 12/01/1976 p. 10.

Manchete: “A contribuição da conferência”

Fonte: Jornal do Brasil

Assunto: A matéria ressalta que qualquer que fosse o resultado da reunião da OUA, era certo que haveria uma contribuição para que novas e mais sérias direções se tomassem em relação ao conflito angolano, pois destaca ter havido um clima de seriedade e eficiência instalado em Adis-Abeba.




Data/pg: 12/01/1976 p. 10.

Manchete: “Vitórias do MPLA mudam mapa angolano”

Fonte: Walder de Góes, enviado especial para o Jornal do Brasil

Assunto: Segundo oficiais portugueses que participaram da campanha colonial em Angola, havia muitas mudanças no mapa angolano, o que tinha alterado as fronteiras desde 11 de novembro de 1975. Eles ressaltavam que se naquele momento anterior a FNLA pressionava o MPLA sobre Luanda, nas novas circunstâncias do conflito, com a tomada do Negage, a FNLA era empurrada progressivamente para a linha da fronteira com o Zaire. Destacavam também que a estratégia de Neto de manter a linha sul e avançar na linha Norte oferecia ao MPLA maior poder de negociação em qualquer mesa de discussão.




Data/pg:12/01/1976 p. 18

Manchete: “Europa manda mercenários, diz Jornal”

Fonte: O GLOBO

Assunto: A matéria é sobre a declaração do Jornal The Sunday Telegraph, que citava fontes diplomáticas, na qual, afirmava que mercenários europeus estavam combatendo em Angola, para contrabalançar a crescente ajuda da URSS e de Cuba ao MPLA. Acrescentou-se que o recrutamento estava sendo feito por Michael Hoare, veterano da guerra civil do Congo, na Inglaterra, Escócia, França, Bélgica e Suíça.

No campo de batalha, a agência TASS informou que tropas da UNITA estavam perdendo terreno para as forças do MPLA, na região da cidade de Luso e que a África do Sul estaria enviando reforços por terra e ar.

A agência Nova China voltou a criticar a intervenção estrangeira em Angola, especialmente a da URSS, a qual acusou de estar sabotando as negociações de paz na OUA.


OBS: Matéria de conteúdo semelhante no Jornal do Brasil, dia 12/01/1976, p. 10, com a manchete “Mercenários substituem sul-africano”




Data/pg: 12/01/1976 p. 10.

Manchete: “Roberto e Savimbi propõe acordo”

Fonte: Jornal do Brasil

Assunto: Ressaltando que se não se chegasse a um acordo a guerra continuaria e se agravaria, os Presidentes da FNLA e da UNITA declararam estarem prontos para um cessar-fogo e para o início das negociações de paz, dispostos até mesmo a renuncia de seus postos, desde que Agostinho Neto também o fizesse, para que em seguida houvesse eleições.




Data/pg: 12/01/1976 p. 18

Manchete: “FNLA e UNITA propõem eleições”

Fonte: O GLOBO

Assunto: A matéria trata da declaração da UNITA e da FNLA de que estariam dispostas a renunciar à liderança de seus grupos, se Agostinho Neto fizesse o mesmo e concordasse com a suspensão das hostilidades para que fossem realizadas eleições livres no país.

Em entrevista concedida, Savimbi voltou a criticar o Senado norte-americano por não ter permitido ajuda direta e informou que seu grupo estava enfrentado equipamentos modernos enviados pelos soviéticos, enquanto que eles só recebiam armamentos ultrapassados via Zaire e Zâmbia.





Data/pg: 12/01/1976 p. 18

Manchete: “Amin – politica e natação”

Fonte: O GLOBO

Assunto: A matéria destaca que enquanto alguns evitavam a imprensa, outros por ela eram evitados, Idi Amin tornou-se o centro das atenções, tendo respondido várias questões formuladas por repórteres enquanto banhava-se na piscina do hotel, inclusive sobre sua vida particular. Amin declarou que tinha 25 filhos com 5 mulheres. Quanto à questão angolana, disse apenas segundo a matéria que estava certo de que não havia interferência norte-norte-americana na questão angolana.

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