Vsl – Variable Speed of Light



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Encontro05.08.2016
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A Física tal como hoje a conhecemos é fruto de uma longa evolução do raciocínio físico e matemático, os quais, nos dois últimos séculos sofreram um desenvolvimento rapidíssimo em que surgiam novas teorias todos os dias.

A concepção do Universo que temos hoje deve-se, em grande parte, à Teoria da Relatividade Restrita de Albert Einstein, cuja base assenta em dois pilares fundamentais: a relatividade do movimento e a constância da velocidade da luz. Ambos os postulados são hoje totalmente aceites pela comunidade física e são parte integrante da nossa visão do Universo. Pode-se até mesmo afirmar que ambos os princípios são “religiosamente” defendidos pela maioria dos cientistas da actualidade.

Posto isto, não é de admirar que quando o físico português João Magueijo propôs uma teoria que se baseava na variação da velocidade da luz, a comunidade científica mundial tenha desprezado os seus raciocínios ou, até mesmo, ridicularizado os mesmos. Afinal, estava a ser “destronado” o mais famoso e brilhante cientista do século XX. Os raciocínios de Magueijo baseavam-se num modelo de Universo a mais de 4 dimensões no qual se pode variar a projecção de “c” nas dimensões que nos são perceptíveis. Para tal, ele recorre ao mundo fio de Kaluza-Klein. É importante referir que a VSL, o acrónimo para Variable Speed of Light, não é fruto de um qualquer desvario criativo-científico do seu autor, tendo o próprio Einstein já levantado esta hipótese e até começado a desenvolver uma teoria nesta linha que, mais tarde, acabou por abandonar. A VSL aqui abordada, surge como uma alternativa à teoria da Inflacção na explicação da formação e comportamento do Universo nos momentos que se seguiram ao Big Bang. Sendo a Física uma ciência essencialmente experimentalista, a Inflacção padecia de um grave problema, já que não era possível ser provada experimentalmente. Aí reside um dos maiores trunfos da VSL, o facto de poder, eventualmente, ser provada na prática, bem como, ter uma série de outras aplicações em muitos outros campos da Física.

A constante “c”, que representa a velocidade da luz, está intimamente ligada à forma como o nosso Universo se nos apresenta, isto é, se fosse possível fazer variar “c” num qualquer simulador e observar as diferenças no novo Universo, as alterações seriam drásticas! Deste modo, C está envolvido na descrição dos mais variados fenómenos e, consequentemente, uma teoria que sustente a variação de C, tem implicações profundas em campos tão distintos quanto a cosmologia, a astrofísica, a gravidade quântica e, até, a teoria de buracos negros.

Desde que ideia inicial para a teoria surgiu “numa húmida manhã de Inverno”, como o próprio autor escreve, a VSL tem passado por um longo e árduo processo de crescimento e aperfeiçoamento, tendo desde logo resolvido o enigma do horizonte e o problema da planura, dois dos entraves que impediam o total entendimento do Universo primordial. Hoje a VSL começa a ser reconhecida pela comunidade científica em geral, embora ainda não tenha sido possível comprová-la experimentalmente. No entanto, só o facto de existir a hipótese de o fazer é suficiente para que cada vez mais pessoas se dediquem a ela na esperança não de “destronarem” Einstein, mas sim aperfeiçoar a sua teoria, à semelhança do que o próprio Einstein fizera à teoria da gravitação de Newton. É isto que define a ciência na sua génese: a constante revisão e aperfeiçoamento dos conhecimentos prévios.

Na nossa apresentação começamos por explicar os problemas cosmológicos da planura e do horizonte e a teoria da Inflação. De seguida, abordamos a resposta da VSL face aos mesmos problemas cosmológicos e explicamos, superficialmente, a hipótese já referida para a variação de “c”. Terminamos a apresentação com uma breve exposição dos trunfos da VSL que residem na possibilidade da sua comprovação experimental e as revolucionárias aplicações da mesma aos vários campos da Física.



Ricardo Figueira nº 53755

André Cunha nº 53757



Tiago Marques nº 53775




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