X encontro estadual de história: Trabalho, Cultura e Poder. Escravidão e Liberdade



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Encontro28.07.2016
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X ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA: Trabalho, Cultura e Poder.

Escravidão e Liberdade


O trabalho no quilombo1

Adelmir Fiabani2


Aos olhos da sociedade escravista, o negro apareceu como indolente e preguiçoso, no entanto, era por ser escravo que ele não trabalhava. “O escravo é inimigo visceral do trabalho, uma vez que neste se manifesta totalmente sua condição unilateral de coisa apropriada, de instrumento animado. A reação ao trabalho é a reação da humanidade do escravo à coisificação. O escravo exterioriza sua revolta mais embrionária e indefinida na resistência passiva ao trabalho para o senhor”.3

No quilombo, o negro encontrou sua condição de homem livre. Livre para colocar sua força de trabalho a disposição da comunidade. No quilombo o ex-escravo provou que, acima de tudo, era trabalhador.



Nesta perspectiva desenvolveremos a comunicação: ‘O trabalho no quilombo’.



1 Esta comunicação é parte da dissertação de mestrado – Quilombos: da resistência à escravidão à legalização das terras dos remanescentes.

2 Mestrando na Universidade de Passo Fundo.

3 GORENDER. Jacob. O escravismo colonial. 6ª ed. São Paulo: Ática, 2001.p.56.



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