Xena olhava fixamente para o chão imaginando como dizer à Gabrielle que



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Caminhos
Xena olhava fixamente para o chão imaginando como dizer à Gabrielle que

pretendia ir à Grécia sozinha.

Havia de buscar seu caminho e a idéia de ficar sem sua amada a fazia tremer.

Gabi era tudo para ela.


  • Bom dia Xena! – disse Gabrielle que acabara de se levantar. Era incrível como aquele sorriso a iluminava.

  • Bom dia Gaby.

  • Nossa Xena, que cara ! Parece que viu um monstro de duas cabeças.

  • Não é nada. – Disse Xena desviando o olhar.

  • Vamos Xena, me diga o que está havendo? Eu te conheço bem o bastante para saber que esse seu jeito de apertar os lábios significam: Problema!

  • Deixe disso Gabrielle. _ Xena sorriu um pouco.

  • Tudo bem, se não quer me dizer... Fico aqui sem saber o que se passa e o que é pior, tendo que suportar seu mau humor.

  • Está certo, vou te dizer o que está me angustiando.

  • Eu sabia! Viu como te conheço! O que é dessa vez? Vamos salvar alguém que fez parte de seu passado negro ou vamos enfrentar algum exército?

  • Gabrielle, espere! Não é nada disso. Estive pensando em tentar encontrar respostas para o que devo fazer de minha vida, na Grécia.

  • Ora , isso não é nada demais. Vamos à Grécia então- Disse Gabrielle recolhendo seus pertences.

  • Aí é que está o problema... Acho que devo ir sozinha. –A voz de Xena era quase um sussurro.

  • O quê? Xena, se vc acha que vou te deixar fazer uma viagem dessas sozinha vc só pode estar louca!

  • Gaby, temo pelo que possa encontrar... não quero que vc se exponha estando ao meu lado.

  • Você me disse que buscaríamos juntas os nossos caminhos!

  • Não sei te explicar...tenho um pressentimento de que não devo te levar...

  • Tudo bem, então não me leve! Vou sozinha. Sei andar e conheço o caminho. Estou indo por minha conta e risco!

  • Vc é mesmo impossível, Gabrielle.- Disse Xena sorrindo.

  • É por isso que vc me ama....- Gabrielle enlaçou o pescoço de sua guerreira dando-lhe um beijo demorado.

A viagem fora das mais agradáveis. Gabrielle era tudo o que havia de bom no mundo. Os campos por onde passaram eram verdadeiras molduras para o sol poente. Sob o sol forte e o ar límpido da Ática, o céu claro, de um azul mais puro que em todos os outros lugares do mundo inspirava o silêncio no qual as duas andavam. O caminhar lado a lado se transformando, pouco a pouco, numa experiência mais íntima do que todos os beijos que trocavam de vez em quando.

Os dias secos e quentes, atenuados pela suave brisa que constantemente chegava do mar, ainda distante, eram o cenário perfeito que, em sintonia com as suas almas apaixonadas, compunham melodias que penetrando na dura rocha em que os últimos acontecimentos tinham transformado seus espíritos, acalmava e fazia reverdecer, novamente, até o deserto.

Ao chegarem ao alto de mais uma das incontáveis colinas rochosas pelas quais passaram, avistaram ao longe a cidade de Atenas. Esta havia mudado muito após o governo de Péricles. Onde a vista pousasse encontrava-se lindas construções de mármore. A aparente simplicidade dos edifícios escondia o gênio arquitetônico que imperceptivelmente compensava as falhas da visão humana. E acima de tudo e todos, no cume do mais alto monte, tal qual uma fortaleza, um jóia branca espalhava sua luz, a Acrópole de Atenas, completamente reformada após a destruição causada pelos persas.

Embaladas pela tranqüila emoção da viagem, seus olhos encheram-se de lágrimas que rolaram, gota a gota, pelas suas faces. Ao olharem uma para a outra, sentiram como se nunca mais precisassem falar pois o amor que ambas sentiam era tão forte, tão poderoso, tão profundo que, tal como as raízes de árvores que crescem juntas, se misturam e não mais podem ser separadas, suas almas já não mais se comunicavam, pois eram, na verdade, uma só.

Sentaram-se por alguns momentos, a felicidade era tão forte que parecia que, a qualquer momento, ia arrebentar os seus corpos e se espalhar como um vento furioso pelo mundo, transformando os que tivessem a graça de serem por ele tocados. A filha de Caos, Nix, a noite, já sinalizava docemente para seu filho, o dia. Era sua vez de cobrir o firmamento junto com seu sobrinho, Urano, o céu estrelado. E a bela Selene, já chicoteava seus corcéis para tomar o seu lugar no firmamento em meio as estrelas. Com um pouco de pesar as duas se levantaram e se dirigiram a cidade para encontrar abrigo para elas e para Argo.

Se instalaram em uma hospedaria bem no centro da cidade. Logo estavam no amplo e confortável quarto que escolheram.

Xena abraçou sua barda e carinhosamente a conduziu para a cama. Estava ansiosa e inebriada.


  • Xena, Vc está bem? – Perguntou Gabrielle com olhar preocupado.

  • Estou sim, meu amor.

  • Vc quase não falou durante a viagem.

  • Quem gosta das palavras é você, minha amada.- Xena disse isso enquanto passava a língua sutilmente nos lábios de sua Gabrielle.

  • Estou falando sério. Vc está diferente.

  • Quero ser uma novidade para vc. – Sorriu de forma maliciosa a guerreira

  • Pare, Xena!- Gabrielle estava começando a se irritar.

  • Tudo bem, Gaby. Você não me quer, nada posso fazer. – Dito isso Xena se levantou.

  • Volte aqui, Xena!

  • Escute Gabrielle, não vou passar a noite inteira te dizendo que não há nada de errado comigo. Se vc quer ficar aborrecida, vá em frente. Eu vou comer algo.

  • Vou com vc. – Gabrielle sabia que de nada adiantava pressionar sua guerreira.

Após o jantar voltaram para o quarto. Xena foi diretamente para a cama ignorando os apelos de sua barda.

Gabrielle não podia compreender o que havia mudado na mulher que amava... Mas isso não era o mais importante, ela amava Xena, sabia que ninguém exercia maior controle sobre a guerreira do que ela. Decidiu dormir também.

Na manhã seguinte após tomarem o dejejum, caminharam juntas pela cidade. Era impossível não se envolver por esse povo, ao mesmo tempo capaz de criar a filosofia e de se massacrar em guerras fratricidas. Belos efebos rodeavam velhos sofistas que tagarelavam nos pórticos. Em todo lugar as cores fortes e o barulho convidavam os transeuntes a se juntar nesse turbilhão alegre da cidade que, para todo o sempre, seria lembrada e admirada por todo o Ocidente.

Quase sem querer chegaram as duas ao sopé da Acrópole. Não se podia olhar para esse complexo conjunto de edifícios, sem o espanto e a admiração que, segundo Aristóteles, é o começo da sabedoria. Esta emoção acompanhou-as durante toda a viagem pela Ática, espanto por tudo aquilo que o Criador fez, no entanto, na Acrópole, não se podia deixar de admirar tudo aquilo que o homem pode.

Começaram a subir e, ao passarem pelo pórtico, o Partenon, a obra máxima do gênio grego apareceu em toda a sua magnitude. Tão poderoso era o fascínio que este templo exerceu sobre Xena, que esta, como que hipnotizada seguiu em sua direção sem nem mesmo perceber as belezas que compunham o cenário. Do alto do frontispício daquele edifício, Atená e Poseidon disputavam a posse da cidade com as suas divinas dádivas. Com sabedoria, os cidadãos atenienses escolheram a oliveira, símbolo daquela que seria a protetora e a inspiração desta cidade.

Seu interior era escuro, uma suave penumbra mais escondia do que revelava os detalhes do seu interior. Devagar, foram entrando, Gabrielle não conseguia entender porque sua guerreira estava assim silenciosa, seu semblante tão conhecido, suas linhas que para ela eram um livro aberto agora ocultavam os desígnios de sua amada. A barda sentiu-se tão sozinha como nunca antes e no tumulto que se transformou sua alma, calou-se.

No interior, na sala mais sagrada, a visão da estátua de Pala Atená, toda em ouro e mármore, aguardava calmamente, que elas chegassem. Tão belo e imponente era o seu feitio que diria-se ter sido mais um presente da deusa e não apenas uma escultura. A luz parecia sair dela própria, de seu elmo, da sua éfige e do seu escudo dourados e do seu rosto impassível, a própria imagem da guerreira que atingiu o final do seu caminho.

Ao contemplá-la, Xena lembrou de todas as viagens que fizera procurando por seu caminho, o quão longe fora para perceber que suas respostas estavam em sua terra natal. Que melhor exemplo, que melhor mentora ela poderia ter do que essa guerreira, amiga de todos os heróis do seu tempo, a protetora de Hércules. Tão poderosa que até mesmo Ares, o deus da guerra, foi por ela derrotado.

Em seu coração, Xena pôs-se a chamá-la. Gaby ao seu lado, fora esquecida, tudo o mais não parecia mais que um sonho, somente a linda guerreira e o seu coração a bater forte tinham a substância da realidade. Então, a estátua criselefantina pareceu diminuir e tomar dimensões humanas, começou a falar-lhe. Xena pensou que deveria se espantar, mais isso lhe pareceu tão natural, seu apelo, que a tanto tempo a acompanhava, finalmente foi atendido.

Gabrielle parecia pressentir o que estava acontecendo, mesmo nada vendo, sentia que sua amada estava em um lugar para ela inacessível. Também começou a orar, pedir para que qualquer que fosse o caminho que sua amada estivesse começando a trilhar, que ela voltasse para os seus braços e para o seu amor. Naquele momento teve a certeza de que sua guerreira era para ela mais importante até do que sua alma. O inferno seria um lugar feliz, se lá estivesse a sua amada, pois a sua visão era para ela o sonho azul do céu e o espírito verdejante das árvores. Xena era para ela tudo aquilo que é belo, tudo aquilo que é bom, que é sim.



  • Xena?- Gabrielle estava confusa.

  • Gabrielle, preciso ficar só.

  • Quer que eu saia?

  • Por favor...

Gabrielle saiu sem dizer nada mais. Estava infeliz, angustiada. Detestava ser deixada de lado.

Xena, absorvida pelas palavras da deusa, mal prestou atenção na saída de Gabrielle. Só reparou que estava sozinha quando a deusa lhe disse:



  • Eu também tinha uma companheira, Palas, a muito tempo atrás. Era como a sua Gabrielle, enchia a minha vida solitária de luz. Numa brincadeira a matei e em sua homenagem coloquei-lhe o nome antes do meu.

  • Hércules me falou muito de ti, porque nunca a encontrei? Por que só agora me chamas-te aqui?

  • Você sempre esteve sob o domínio de meu irmão Ares. Enquanto não se acalmou e procurou outras maneiras de lidar com sua vida não adiantava eu lhe falar – respondeu-lhe a deusa suavemente, sua voz temível em qualquer batalha, mostrava agora a doçura com que conquistara os brutais centauros sem erguer um dedo.

  • Preciso de respostas para as minhas perguntas. Não posso mais viver sem saber o sentido de tanta violência – disse Xena angustiada.

  • Não lhe posso dar respostas, esse não é o meu reino. Posso apenas lhe dizer o que ensino a todos os que me buscam. O verdadeiro guerreiro não luta para si, porque ele é um instrumento da justiça divina. Quando perceberes que sua vida é dirigida por um propósito maior encontrarás as respostas que precisas.

  • Mas como saberei o que é justo?

  • Se trilhares o seu caminho de todo o coração, com todo o seu corpo e sua mente, saberás o que é certo. Estarei ao seu lado para guiá-la.

  • Mas como....

  • Paciência... – disse Atená em um sussurro.

Xena ficou confusa, mesmo assim, com a sua costumeira objetividade, guardou suas dúvidas para si e saiu ao encontro de Gaby. Do lado de fora do templo, estava Gabrielle andando de um lado para outro.

  • Ah, você voltou!- Disse Gabrielle quase gritando.

  • Voltei.

  • É só isso que vc tem a me dizer?

  • Por enquanto é...

  • Xena, vc não está normal! Escutei vc falando sozinha.

  • Falava com Atená.

  • Era só o que me faltava, vc ficar amiguinha de uma deusa!

  • Ela disse que vai me guiar.

  • E eu, Xena? Onde entro nessa história?

  • Vc está sempre em meu coração, Gaby.- A voz doce de Xena era quase uma caricia.

  • Xena, Xena, Tenho medo de que vc me deixe.

  • Deixa vc? Isso seria impossível... eu teria que abandonar minha própria vida! Vamos , estou com fome e se bem a conheço, deve estar mais faminta que eu.- pousou a mão no ombro da barda e seguiram de volta à hospedaria.

Estavam as duas comendo calmamente. Gabrielle finalmente se acalmara e voltara a sentir aquela intensa comunhão com Xena que sempre fora o alicerce de toda a sua procura. Quando estavam quase acabando ouviram um burburinho e se viraram para ver quem o causara. Parada na porta, olhando Xena fixamente, estava uma guerreira com todos os seus paramentos. A semelhança com a figura no Partenon era incrível e observando os olhos brilhantes Xena soube que era a própria deusa. Aquele monumento perfeito começou a andar na direção das duas e Gabrielle, estupefacta, olhava para sua amada buscando uma explicação. A mesma voz de algumas horas antes disse a Xena.

  • Estou aqui para acompanha-la durante algum tempo.

Gabrielle adiantando-se como sempre falou, um tanto agressivamente – Por acaso já nos conhecemos?

Este tipo de atitude em sua amiga, normalmente muito afável, causou estranhamento em Xena. O que será que estava acontecendo com ela? – pensou.



  • Sua amiga precisa de mim – respondeu a deusa gentilmente, colocando sobre Gabrielle aqueles intensos olhos castanho-esverdeados.

  • Ah, ela precisa? Xena vc não me disse que precisava de outra companheira- Disse Gabrielle vermelha de raiva.

  • Essa é Atená.

  • Uma deusa? Aqui??? Era só o que me faltava!

  • Gabrielle, ela vai me ajudar a me compreender melhor.

  • Deixe Xena, ela só está insegura. – Disse Atená.

  • Insegura? Xena, dá pra falar para a divindade que eu estou aqui! Ela pode falar diretamente comigo.

  • Gaby, tenha calma...

  • Venha Xena, quero caminhar com vc... – A voz de Atená era sensual e quente.

  • Ótimo, eu queria mesmo dar um passeio!

  • Gabrielle, vá descansar, estarei de volta em breve...

  • Isso não vai ficar assim Xena!!!- Dito isso, Gabrielle saiu pisando firme em direção ao quarto, decidida a não deixar que Xena se aproximasse dela por um bom tempo!

  • Temperamental sua amiga, Xena.

  • Ela é assim mesmo... logo estará mais calma.

  • Assim espero.- Saíram pra fora caminhando lentamente.

  • Você me faz lembrar de minha...amiga, Palas – Atená falou enquanto suavemente, tocava nos cabelos de Xena.

  • Seus cabelos são tão negros e densos quanto os dela...- disse tristemente.

  • Imagino que deve ser difícil para você estas lembranças.

  • São, ainda mais porque eu sou uma deusa. Nem a morte pode me dar algum consolo. Ela era a única que conseguiu aquecer o meu coração.

  • Comigo é assim também... Gabrielle me aquece, me anima.

  • Vc sabe o motivo por eu Ter vindo ao seu encontro?

  • Não estou certa...- Xena estava se sentindo desconfortável com a proximidade da deusa.

  • Eu queria tocar vc...queria sentir de novo o calor das mãos de Palas em minha pele... vc se parece tanto com ela...

  • Atená, por favor, não me queira mal... não sou sua Palas... Não posso trair meu coração...minha vida está atada a Gabrielle. Ela é meu caminho, meu porto, a paz que meu coração buscava.

  • Vejo que vc descobriu a resposta para suas perguntas.

  • Agora vejo... as verdades e toda a justiça que procuro, estão no meu caminho com minha amada.

  • Estarei contigo. Quem sabe vc não muda de idéia?- Disse Atená com um olhar provocante.

  • Vou gostar de saber que vc estará por perto.

  • É só me chamar!- Dizendo isso, Atená desapareceu em uma profusão de luzes.

Xena voltou para a hospedaria ansiosa para tomar sua Gabrielle nos braços.

Entrou no quarto sedenta dos beijos de sua amada.



  • Gabrielle... _ chamou docemente por sua barda.

  • Ah, vc voltou?

  • Claro que voltei, meu amor.

  • Pensei que estava se divertindo com sua amiga do Olimpo!

  • Meu amor, pare com isso...- A voz de Xena estava rouca de desejo...

  • Nem venha Xena, Não vou cair nessa. Você me deixa aqui sozinha para dar um passeio ao luar com a tal Atená e quer que te receba de braços abertos?

  • Gabrielle... quero vc... Não me faça te tomar à força...- Disse Xena com um sorriso malicioso. Os olhos azuis da guerreira estavam escuros de desejo. Gabrielle quase podia ouvir o coração de Xena batendo forte junto ao seu corpo.

  • Xena, isso é injusto... – Disse Gabrielle sentindo que estava perdendo a batalha.

  • Injusto é vc me privar de seu amor...

  • Ah , Xena... eu te amo...

Xena olhou fundo nos olhos claros da barda, passou suavemente os lábios nos lábios de sua amada...Gabrielle gemeu baixinho...

  • Xena isso é maldade... – disse sem forças.

  • Vou te mostrar quanta maldade posso fazer quando vc se nega a mim...- Dito isso, Xena se levantou deixando Gaby desorientada.

Xena acendeu as velas que estavam por sobre a mesa no canto do quarto. Deixou a espada e o Chakran na cadeira e apanhando uma das velas veio ao encontro de Gabrielle.

  • Você é minha luz Gabrielle...

  • E vc é a minha, Xena...

  • Olhe essa vela... sou assim quando estou com vc...tenho luz e calor..._ Xena assoprou a vela.

  • É assim que fico sem seus olhos, minha amada...

  • Xena, eu te amo...

Xena abraçou sua barda apertando seu corpo contra o dela.

O contato de suas peles mesmo sobre as roupas era o suficiente para despertar os mais insanos desejos em ambas. Xena começou a beijar cada pedaço de Gabrielle. Primeiro os lábios, passando a língua pelo palato de sua barda...beijando o rosto as orelhas... o pescoço... descendo para os ombros... as mãos grandes da guerreira passeavam febris pelos quadris e pernas de Gabrielle. Esta por sua vez beijava sua amada com as mãos nos cabelos negros da guerreira.

Xena retirou o top de sua amada desvendando os seios alvos de mamilos róseos. Olhando nos olhos de Gaby, Xena tocou suavemente com os dedos ávidos a pele suave dos seios de sua barda.


  • São lindos Gabrielle...

  • São seus Xena...

Xena passou a língua suavemente pelos mamilos de Gaby abandonando-os para percorrer a lateral do corpo de Gabrielle com a língua....Indo e vindo em uma torturante viagem... Gabrielle gemia alucinada com as caricias de sua guerreira...Xena apossou-se de um dos mamilos da barda sugando com uma força contida...apertando o outro entre os dedos...

Gabrielle gemeu mais alto...



  • Xena...

  • Diga minha rainha...

  • Vc me alucina...

Xena terminou de despir sua barda beijando cada parte descoberta...Então se afastou um pouco para contemplar a beleza de sua mulher...Gaby parecia esculpida por Zeus...Gabrielle aproveitou a embriaguez que causava em Xena para despir a companheira... O corpo forte de Xena, sua tez morena pelo sol forte, eram presentes para os olhos apaixonados da barda...Gabrielle beijava a pele de sua amada deixando marcas vermelhas por onde passava...ela sabia que Xena gostava de beijos mais intensos...Xena colocou uma de suas pernas entre as pernas de Gabrielle, sentindo o calor molhado de sua barda....Não podendo resistir a tanto, Xena gemeu rouco...

  • Gabrielle, vc está tão molhada...

  • É vc quem me deixa assim...

  • Quero beber de vc, minha rainha...

  • Sou sua minha guerreira...

Xena deitou-se por sobre sua barda esfregando sua pele na pele de sua amazona...voltou a beijar o corpo de sua amada agora de maneira voraz...

Sua boca sugava a pele de Gabrielle arrancando gemidos cada vez mais fortes...passou a boca pelo abdome firme de Gaby, às vezes mordendo levemente os músculos da barda...Gabrielle arqueava o corpo na direção da boca de sua amante... Xena beijava o ventre de Gaby se deleitando com os pêlos claros da barda.... apertava firmemente as pernas da amazona, estabelecendo sua posse de maneira definitiva... Xena afastou as pernas de Gaby para beijar a parte interna das coxas da barda... Desceu a boca por toda a extensão das pernas de Gaby... subiu a boca para a virilha de sua amante, passando a língua e sugando até o encontro das nádegas da rainha...Gabrielle gemia alucinada... chamava o nome da guerreira e dizia coisas sem nexo...

Xena parou um instante para sentir o perfume agridoce de sua mulher... então penetrou-a com a língua arrancando da barda um grito de prazer...lambeu toda a intimidade de Gabrielle se detendo no clitóris da rainha... Gaby estava em vias de desespero...Xena variava a forma de beijar sua amazona... indo do suave ao forte...Gaby sentiu como se seu corpo fosse levado por grandes vagas, explodindo em um gozo intenso...Gabrielle puxou a guerreira para junto de si...abraçando forte o corpo de sua amada... Xena conduziu suas mãos para o lugar onde estava com a língua... fazendo a amazona estremecer quando a penetrou com os dedos...a principio suavemente... depois forte... profundo... firme...Gaby segurava a outra mão de sua amada enquanto ela se apossava de seu corpo...olhando profundamente nos olhos da guerreira...A força dos traços da guerreira eram melhor vistos quando excitada... Gabrielle estava totalmente envolta por luzes... O gozo da rainha amazona veio coroar o amor da guerreira...Ofegantes ficaram por um instante lado a lado se olhando sem que Xena deixasse o corpo de sua amada...


  • Xena, eu...

  • Não fale, Gaby... apenas me abrace...

Selene reinava absoluta no céu... enquanto na terra reinava o amor daquelas duas mulheres...

Xena afastou um pouco o rosto de sua amada beijando seus lábios molhados...



  • Vou Ter que sair daqui...- Sorriu enquanto tirava os dedos das entranhas de sua mulher...Gabrielle voltou a gemer com o movimento da guerreira...

Xena levou os dedos aos lábios sugando lentamente o gozo de Gabrielle...

  • assim você me mata, Xena...- Gabrielle sorriu divertida...

O fogo nos olhos de ambas dava mostras de que aquela seria uma noite longa...

Gabrielle empurrou suavemente Xena contra a cama.... era sua vez de reinar...

Xena sabia que Gabrielle era uma amante requintada...Gaby exercitava seu controle no corpo da amada... os toques suaves eram provocativos... cheios de promessas...cada caricia era seguida de uma pausa.... Gaby beijava os seios da guerreira com uma suavidade incomoda... Xena que não era muito paciente arqueava, gemia... mas sabia que com Gabrielle não adiantava tentar de outra forma...

Gabrielle corria os dedos por entre as pernas da guerreira anunciando o que estava por vir...



  • Gabrielle, vamos logo com isso...

  • Calma Xena, só estou te dando tempo para se acostumar com o prazer...

Gabrielle pôs mais pressão no toque sentindo o quão molhada estava a guerreira... Xena quase gritou com o toque de sua rainha...

  • Venha Gaby, me tome...

  • Vou tomá-la minha guerreira....

Gabrielle puxou o corpo de Xena fazendo com que esta ficasse sentada à sua frente...beijando-a de forma passional invadindo o corpo de sua guerreira...Os olhos azuis de Xena estavam escuros e os grunhidos se assemelhavam a apelos de dor....Gabrielle parecia não Ter pressa...movia-se lentamente no corpo da guerreira...parando às vezes para reiniciar os movimentos com um pouco mais de pressão...esse ritual fazia com que o desejo de sua amante se tornasse cada vez mais forte...A intensidade dos olhos da barda davam a tônica aos movimentos íntimos que ela fazia... O desejo de Xena estava se tornando incontrolavel...parecia que ela ia explodir...a barda por sua vez ia aumentando gradativamente a força ...Por um momento Xena sentiu que somente a morte poderia dar o alivio que buscava...Inundou a mão de sua rainha de um gozo denso...

Lágrimas rolaram dos olhos da guerreira encontrando abrigo entre os lábios da barda...



Gabrielle se aconchegou ao corpo de sua guerreira sabendo que tudo naquela noite seria alucinação e amor...

Essa seria a verdade e o caminho que elas deveriam seguir!


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